Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 11h05m
Vitória News — Um jornal de verdade
Economia

Abacates, mangas e goiabas: França suspende importação de frutas da América do Sul por uso de agrotóxicos proibidos na UE

O Globo 04/01/2026 15:55

A França vai suspender a importação de produtos agrícolas provenientes da América do Sul que contenham resíduos de substâncias proibidas na União Europeia. O anúncio foi feito neste domingo (4) pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, em mensagem publicada na rede social X.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Economia: Que petrolíferas operam na Venezuela? E quais as chances de as que saíram do país voltarem?

Emprego recorde acelera rotatividade: em 2025, 9 milhões pediram para sair do trabalho

Segundo Lecornu, uma portaria será publicada nos próximos dias, por iniciativa da ministra da Agricultura, Annie Genevard, para barrar a entrada de produtos que apresentem resíduos de mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim — defensivos agrícolas cujo uso é vetado pelas normas sanitárias europeias.

Entre os itens afetados estão abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas, uvas e maçãs provenientes da América do Sul ou de qualquer outra região. De acordo com o primeiro-ministro, a fiscalização será reforçada por uma brigada especializada, com o objetivo de assegurar o cumprimento rigoroso da legislação sanitária francesa.

Confira a publicação:

SESC PICASSO

Pressão dos agricultores e concorrência desleal

Lecornu classificou a decisão como “a primeira etapa” para proteger as cadeias produtivas nacionais e os consumidores franceses, além de combater o que chamou de concorrência desleal. Segundo ele, a medida busca garantir justiça e equidade para os agricultores locais, que seguem regras mais rígidas de produção.

O anúncio ocorre em meio a bloqueios e protestos organizados por agricultores franceses desde dezembro, motivados tanto pela condução do governo no enfrentamento da dermatose nodular contagiosa (DNC) em rebanhos bovinos quanto pela oposição ao acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul.

O tratado com o bloco sul-americano — formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — ainda não foi oficialmente assinado e enfrenta resistência em diversos países europeus. Segundo a agência Reuters, a Comissão Europeia chegou a discutir a inclusão de cláusulas de salvaguarda para produtos sensíveis, como a carne bovina, e a presidente do órgão, Ursula von der Leyen, informou em 18 de dezembro que a assinatura do acordo foi adiada para janeiro, diante da pressão política e social.

Compartilhe esta notícia
Anuncio - Raimundo - Bonus CONTADOR - BONUS

Notícias Relacionadas