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39 mil capixabas saem da inadimplência no Espírito Santo

Levantamento da Fecomércio-ES mostra quinta queda seguida no número de consumidores com dívidas em atraso no Estado

Vitória News 16/06/2026 11:28
39 mil capixabas saem da inadimplência no Espírito Santo
Foto: Lúcio Bernardo Juniro/Ag Brasília

Cerca de 39 mil consumidores regularizaram dívidas em atraso no Espírito Santo em abril, segundo análise do Connect Fecomércio-ES, com base na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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Com o resultado, a inadimplência no Estado caiu pelo quinto mês consecutivo e chegou a 32,6%. O índice representa uma redução de 0,9 ponto percentual em relação a março. O valor médio das dívidas ficou em R$ 1.542,50.

A queda da inadimplência tende a aliviar o orçamento das famílias, reduzir gastos com juros e abrir espaço para a retomada do consumo. Também melhora as condições para que consumidores voltem a ter acesso ao crédito.

Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o impacto vai além das finanças individuais.

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“A queda da inadimplência melhora a capacidade financeira das famílias, reduz despesas com juros e libera recursos para outras despesas e para o consumo. Além disso, consumidores com a situação regularizada tendem a recuperar o acesso ao crédito, o que fortalece a atividade econômica e beneficia diretamente os setores de comércio e serviços”, explicou.

A melhora foi puxada principalmente pelas famílias com renda de até 10 salários mínimos, o equivalente a R$ 16.210. Nesse grupo, a inadimplência caiu de 38% para 36,8% entre março e abril. Entre as famílias com renda superior a 10 salários mínimos, o índice permaneceu em patamar menor, em 8%.

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A pesquisa também aponta avanço na percepção das famílias sobre a capacidade de quitar débitos em atraso. Entre os consumidores com renda de até 10 salários mínimos, 16,6% acreditam que conseguirão pagar integralmente as contas pendentes. Entre as famílias de renda mais alta, esse percentual chegou a 50%.

“O aumento da expectativa de quitação é um sinal importante. Ele indica que parte dos consumidores percebe uma melhora na própria situação financeira e vê condições mais favoráveis para reorganizar o orçamento”, destacou Spalenza.

Endividamento

O levantamento mostra ainda que o endividamento geral das famílias capixabas teve leve recuo em abril, passando de 87,8% em março para 87,5%. Nesse indicador, entram contas parceladas e compromissos financeiros a vencer, estejam eles em dia ou não.

Entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, o endividamento chegou a 88,8%. Já entre aquelas com renda superior, o índice foi de 78,5%.

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O cartão de crédito segue como a principal modalidade de dívida. Ele aparece em 92,9% das famílias de menor renda e em 97,5% das famílias com renda acima de 10 salários mínimos.

Outras formas de endividamento citadas na pesquisa incluem crédito pessoal, crédito consignado, financiamento de veículos e carnês. Nas famílias de renda mais alta, o financiamento imobiliário tem participação mais expressiva, alcançando 15,9% dos entrevistados.

Os dados também mostram diferença importante na capacidade de pagamento entre as faixas de renda. Entre as famílias que recebem até 10 salários mínimos, 25,8% comprometem mais da metade da renda mensal com dívidas. Entre as famílias de renda superior, esse percentual cai para 8,3%.

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