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ViaMobilidade começa a instalar barreiras nas portas de plataforma da linha-5 do metrô de SP

FolhaPress 19/05/2025 17:49

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ViaMobilidade começou a preparar portas de plataforma da linha 5-lilás do metrô de São Paulo para a instalação de barreiras físicas e, assim, tentar impedir que pessoas fiquem prensadas junto aos trens.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

No último dia 6, Lourivaldo Ferreira Silva Nepomuceno, 35, morreu após ficar preso entre as portas do trem e da plataforma na estação Campo Limpo, na zona sul paulistana.

O projeto, desenvolvido pela própria empresa, começou a ser instalado após autorização da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), responsável pela regulação das concessões estaduais.

Conforme a concessionária, a instalação começou na última sexta-feira (16) na estação Capão Redondo, também na zona sul, por ter sido utilizada nos testes do protótipo e já contar com as medições necessárias. O projeto foi desenvolvido pela própria empresa.

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Conhecidas como gap fillers, de acordo com a ViaMobilidade, as barreiras são estruturas fabricadas sob medida para reduzir o vão entre o trem e a plataforma.

No total, foram encomendadas 3.500 unidades, diz a empresa.

A instalação será realizada durante o período noturno, para evitar impacto na operação, com previsão de conclusão em até 90 dias.

As 17 estações da linha 5-lilás receberão os equipamentos, com os trabalhos avançando gradualmente após a finalização em Capão Redondo.

O Metrô de São Paulo, sob a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), postergou a decisão de instalar barras de segurança que poderiam evitar acidentes nas portas das plataformas.

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Documentos confirmados pela Folha mostram que a ViaMobilidade, ligada ao grupo CCR, cobrava desde 2023 a aprovação da instalação do equipamento de segurança.

Naquele ano, dois passageiros haviam ficado presos entre as portas do trem e da plataforma, nas estações Giovanni Gronchi e Campo Limpo. Em 2022, houve um acidente semelhante na estação Santa Cruz e, um ano antes, na Chácara Klabin. Ninguém morreu ou ficou gravemente ferido.

Em novembro do ano passado, a concessionária chegou a marcar uma reunião para apresentar uma solução a representantes da Secretaria de Parcerias e Investimentos e do Metrô, mas os representantes da companhia estatal não compareceram.

A solução proposta era a instalação dos gap fillers. O equipamento impossibilitaria que um passageiro fique preso entre as duas portas.

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O Metrô alegou, em respostas à concessionária, que esperava a solução da empresa responsável pelo fornecimento de portas de plataforma e dos trens. O equipamento desenvolvido pelo fornecedor só seria recebido em junho deste ano e, após a aprovação, seria repassado para a concessionária. Em novo ofício, o prazo foi postergado para outubro.

Na semana passada, ao ser questionado, o Metrô disse que havia aberto uma sindicância para apurar o acidente e que havia pactuado com fornecedor e com a operadora da linha-5 a instalação, em até 90 dias, de barreiras físicas do tipo gap filler nas 17 estações da linha, com o objetivo de diminuir a distância entre as portas de plataforma e os trens.

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