O Ministério da Saúde do Brasil enviou uma nova remessa de vacinas contra a covid-19 para todo o país nesta semana, incluindo o Espírito Santo, que recebeu 30.063 doses. A distribuição faz parte de um lote nacional de 2,2 milhões de imunizantes.
Com a nova entrega, o volume total de doses distribuídas em 2026 já ultrapassa 6,3 milhões em todo o Brasil, segundo dados oficiais. A estratégia busca manter o abastecimento contínuo e garantir a oferta regular da vacina nas redes públicas.
As vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde são atualizadas para as variantes em circulação e seguem indicadas, principalmente, para os grupos mais vulneráveis, com foco na prevenção de casos graves, internações e mortes.
A logística de distribuição é feita pelo governo federal até as secretarias estaduais de saúde, que ficam responsáveis pelo repasse aos municípios, controle de estoque e aplicação das doses nas unidades básicas.
No modelo atual, o envio ocorre por meio de uma pauta automática, baseada em critérios como tamanho da população e ritmo de aplicação. Estados também podem solicitar doses adicionais em situações específicas.
Quem deve se vacinar
O esquema vacinal segue diretrizes atualizadas e varia conforme o perfil da população:
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Idosos (60+): duas doses, com intervalo de seis meses
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Gestantes: uma dose por gestação
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Crianças (6 meses a menores de 5 anos): duas ou três doses, conforme o imunizante
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Imunocomprometidos: três doses iniciais + reforços semestrais
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População geral (5 a 59 anos): dose única para não vacinados
A estratégia também contempla grupos prioritários, como profissionais de saúde, pessoas com comorbidades, população indígena, quilombola e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Cenário e cobertura
Entre janeiro e março deste ano, foram distribuídas 4,1 milhões de doses no país, sendo cerca de 2 milhões já aplicadas. No mesmo período, o Espírito Santo havia recebido aproximadamente 17,6 mil doses.
Em 2026, até abril, foram registrados mais de 62 mil casos de síndrome gripal associados à covid-19 no Brasil, além de mais de 30 mil casos de síndrome respiratória aguda grave, com parte deles relacionada ao vírus.
Diante desse cenário, a orientação das autoridades de saúde é manter o esquema vacinal atualizado e procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação individual.