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Tocantins registra surto de sarampo com seis casos confirmados da doença

FolhaPress 24/07/2025 16:56

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Secretaria de Saúde do Tocantins confirmou seis casos de sarampo em Campos Lindos, cidade a 560 quilômetros de Palmas. Todos os pacientes não estavam vacinados e tiveram contato com viajantes de países com circulação do vírus.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Os casos foram identificados nos dias 21 e 22 de julho por meio de exames laboratoriais realizados no Lacen-TO (Laboratório de Saúde Pública do Tocantins). As pessoas afetadas têm entre 4 e 29 anos e apresentam sintomas comuns da doença, como febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Todas permanecem em cuidados domiciliares.

Para confirmação definitiva, amostras foram enviadas para o laboratório da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, referência nacional no diagnóstico do sarampo. A secretaria estadual afirma que ainda não há prazo para o resultado final.

"Por se tratar de uma doença em extinção, os casos reagentes a sarampo são considerados um surto", afirma o Governo do Tocantins.

O Ministério da Saúde ainda aguarda o resultado da análise da Fiocruz para confirmar os primeiros dois casos de sarampo no estado. A pasta não tem conhecimento sobre os outros quatro registros.

SESC PICASSO

Em 2025, o Brasil registrou cinco casos confirmados, sendo dois no Rio de Janeiro, um no Rio Grande do Sul, um em São Paulo e um no Distrito Federal. Por serem casos importados de outros países, eles não alteram o status do Brasil como país livre da circulação do sarampo, certificado em novembro de 2024 pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Segundo o Governo do Tocantins, desde a suspeita dos primeiros casos, equipes de vigilância em saúde foram deslocadas para realizar ações de contenção no município. Entre as medidas estão a orientação para isolamento domiciliar e a vacinação dos contatos dos pacientes confirmados. No total, 14 profissionais, incluindo técnicos do Ministério da Saúde, atuam diretamente no controle do surto.

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Diretor do departamento do PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde, Éder Gatti, diz que ações de bloqueio vacinal, busca ativa de contatos e investigação epidemiológica foram rapidamente realizadas para evitar a disseminação em todos os estados com casos confirmados.

"Estamos com um trabalho de campo intenso, em parceria com estados e municípios, para conter a circulação do vírus", diz.

O diretor também destaca o cenário internacional, com aumento de casos nas Américas, especialmente nos Estados Unidos, México, Canadá e Bolívia. "É natural que haja casos importados, e a vigilância deve estar atenta para impedir a transmissão local."

Sobre os casos suspeitos, Gatti explica que a presença de manchas no corpo, sintomas respiratórios e coriza pode levar à notificação de sarampo, mas isso não significa confirmação da doença. "Casos suspeitos são comuns, mas a investigação rigorosa é que define os casos confirmados."

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O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar, principalmente quando a pessoa infectada tosse, espirra ou fala. O período de incubação varia de 7 a 14 dias, e a transmissão pode ocorrer até quatro dias após o início dos sintomas. A doença pode causar complicações graves, como pneumonia, encefalite e até a morte.

A principal forma de prevenção é a vacinação. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Além da vacina, o isolamento de casos suspeitos ou confirmados é fundamental para evitar a disseminação do vírus. Pessoas com sintomas devem evitar frequentar escolas, trabalho e locais públicos por pelo menos quatro dias a partir do aparecimento das manchas no corpo. Também é importante evitar o contato com grupos vulneráveis, como crianças pequenas e gestantes.

Outras medidas recomendadas são a higienização frequente das mãos, o uso de lenços descartáveis ao tossir ou espirrar e a limpeza regular de superfícies

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