Entre julho e setembro, 419 municípios decretaram situação de anormalidade; região concentrou cerca de 32% das pessoas afetadas por desastres no país
Chuvas intensas e temporais afetaram 2,2 milhões de pessoas na Região Sul do Brasil entre julho e setembro de 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios.
No mesmo período, 419 municípios decretaram situação de anormalidade e os prejuízos chegaram a aproximadamente R$ 1,8 bilhão.
Os dados fazem parte da segunda edição do Boletim El Niño 2026/2027, que reúne informações referentes ao período entre 1º de julho e 30 de setembro.
O levantamento registra ocorrências de deslizamentos, alagamentos, inundações, vendavais, granizo e até um tornado na região.
Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul tiveram impactos
No Paraná, o boletim aponta danos em áreas do norte e do noroeste do estado. O Vale do Ribeira também aparece entre as regiões afetadas.
Em Santa Catarina, houve registros de prejuízos no Planalto Norte e no Meio-Oeste.
No Rio Grande do Sul, o documento menciona ocorrências em diferentes partes do território estadual, mas não detalha quais municípios foram atingidos.
O resumo regional também não informa como os R$ 1,8 bilhão em prejuízos se distribuem entre os três estados.
Sul teve terceiro maior volume de perdas
A Região Sul apresentou o terceiro maior volume de prejuízos entre as regiões brasileiras.
O Nordeste liderou o levantamento, com R$ 5,7 bilhões em perdas, seguido pelo Sudeste, com R$ 4 bilhões.
Considerando os valores arredondados divulgados pela CNM, os R$ 1,8 bilhão registrados no Sul representam cerca de 14% do total nacional, estimado em R$ 12,6 bilhões.
Região concentrou 32% das pessoas afetadas
As 2,2 milhões de pessoas atingidas no Sul correspondem a aproximadamente 32% das 6,9 milhões afetadas por desastres em todo o país no trimestre.
Esse número, no entanto, não representa a quantidade de moradores que precisaram deixar suas casas.
No balanço nacional, cerca de 87,7 mil pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas.
CNM recomenda reforço na prevenção
Para reduzir os impactos de novos eventos extremos, a Confederação Nacional de Municípios recomenda que as prefeituras revisem os planos municipais de contingência, organizem abrigos e definam rotas de evacuação.
A entidade também orienta os gestores a mapear áreas de risco e aprimorar a comunicação com a população em situações de emergência.