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Temor de deportações pode reduzir viagens de brasileiros e europeus aos Estados Unidos nas férias de julho

Vitória News 26/05/2025 11:49

Com a aproximação das férias escolares no Brasil e do verão europeu, cresce o interesse por viagens internacionais. No entanto, o movimento tradicional rumo aos Estados Unidos pode sofrer retração neste ano. A percepção de maior rigidez nos procedimentos de imigração tem levado brasileiros e europeus — mesmo com vistos e autorizações válidas — a repensarem seus roteiros de férias.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

De acordo com o Institute of International Education (IIE), os Estados Unidos continuam entre os destinos mais procurados por estrangeiros, tanto para fins turísticos quanto acadêmicos. Apesar disso, relatos de abordagens mais severas na chegada ao país têm gerado insegurança, principalmente entre famílias que se preparavam para viajar durante o recesso de julho.

“O visto de turismo, como o B-2, e o ESTA continuam válidos e funcionam para milhões de viajantes. Mas, de fato, temos recebido mais relatos de turistas preocupados com abordagens mais rigorosas na imigração americana, inclusive entre pessoas que entram com autorização eletrônica”, afirma o advogado Daniel Toledo, especialista em Direito Internacional e sócio do escritório Toledo e Advogados Associados.

O ESTA (Electronic System for Travel Authorization), usado por cidadãos de países com isenção de visto — como Alemanha, Espanha, Itália e Portugal — é uma alternativa comum para brasileiros com dupla cidadania. No entanto, como alerta Toledo, a autorização não garante a entrada automática no país: “A autorização pode ser revogada na hora. A diferença é que quem viaja com o ESTA tem menos camadas de proteção jurídica caso algo dê errado.”

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Nos últimos meses, diversos relatos circularam nas redes sociais de turistas que, mesmo com a documentação regular, foram barrados após longos questionamentos. Embora nem todos tenham sido deportados, a falta de clareza sobre os critérios utilizados tem gerado desconforto e incerteza.

Esse movimento de cautela também é percebido entre viajantes europeus. Segundo a European Travel Commission (ETC), há um aumento no interesse por destinos alternativos, como Caribe, Japão e países mediterrâneos. Os Estados Unidos, por sua vez, mantiveram estabilidade, com leve queda nas intenções de viagem para o verão de 2025.

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“O que percebemos é uma mudança na forma como a entrada é conduzida, exigindo mais preparo e clareza do turista. Documentos organizados, reservas confirmadas e um roteiro bem definido fazem diferença”, orienta Toledo.

Agências de viagem já identificam mudanças no comportamento do consumidor, com remarcações e preferências por locais que ofereçam entrada mais previsível ou dispensam visto. Ainda assim, o especialista ressalta que o país continua acessível para quem se prepara corretamente.

“Vivemos um contexto de mais rigor, sim, mas isso não significa que os Estados Unidos deixaram de ser um destino viável. O turista que viaja com responsabilidade, clareza e orientação adequada continua sendo bem-vindo. O importante é agir com cautela e estar bem preparado, o medo não pode substituir o planejamento”, conclui Toledo.

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