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Suspeito diz que matou Vitória para que ela não revelasse suposta relação entre os dois

FolhaPress 19/03/2025 17:47

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O operador de empilhadeira Maicol Antonio Sales dos Santos, 23, disse em depoimento, de acordo com a polícia, ter matado Vitória Regina de Sousa, 17, durante uma conversa para que ela não revelasse para a atual esposa dele um suposto envolvimento entre os dois no passado.

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A "troca de carinhos" entre Maicol e Vitória, como ele menciona no documento a qual a Folha de S.Paulo teve acesso, teria ocorrido há um ano e meio. A Polícia Civil não confirma que os dois tenham tido alguma relação.

Maicol confessou o crime entre a noite de segunda-feira (17) e a madrugada de terça-feira (18) durante depoimento a policiais civis sem a presença dos advogados. Conforme os responsáveis pela investigação, uma advogada da cidade acompanhou a oitiva. Tal situação é criticada pela defesa constituída por Maicol. O advogado Arthur Novaes pretende ir até a delegacia de Cajamar nesta quarta-feira (19).

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A Polícia Civil diz ter convicção de Maicol agiu sozinho, mas aguarda conclusão de laudos para concluir o caso.

Maicol relatou para os investigadores que Vitória o ameaçava de contar o "pequeno deslize" para a esposa. A conduta da jovem se arrastaria desde quando teriam saído.

O preso alegou que, quando se envolveu com a adolescente, ele mal havia iniciado o namoro com a atual mulher. Maicol disse que temia perdê-la caso Vitória falasse.

De acordo com o documento policial, na quarta-feira de Carnaval, após um jogo do Corinthians, decidiu esperar Vitória em ponto de ônibus sem saber se ela realmente desembarcaria do ônibus ali.

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Maicol relatou para os policiais que encontrou Vitória naquela noite em uma rua. Ele a convidou para entrar no veículo, um Toyota Corolla prata, o que ela aceitou. Dentro do carro, ele passou a pedir para que ela não contasse para a esposa dele sobre a relação que tiveram.

Ainda segundo a versão de Maicol, Vitória teria ficado nervosa e passado a agredi-lo com arranhões, atingido seu pescoço. No primeiro depoimento, ele estaria com os ferimentos visíveis, diz trecho do documento.

Maicol narrou, ainda de acordo com o documento, que teria se exaltado e pegado uma faca de lâmina lisa, que transportava na parte lateral do automóvel junto ao banco do motorista. O primeiro golpe foi no pescoço de Vitória; o segundo, próximo ao peito.

O suspeito afirmou que a adolescente desfaleceu na sequência, sem esboçar reação ou gritos. Maicol então dirigiu até sua casa. Lá colocou o corpo de Vitória no porta-malas e seguiu para uma área de mata. Após enterrá-la, Maicol retornou para a residência dele. Tomou banho e tentou dormir, mas não conseguiu.

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Segundo o registro do interrogatório, ele disse ter se levantado por volta das 7h e seguido para o trabalho. Ao retornar, por volta das 17h, juntou os pertences de Vitória que estavam no carro, como roupas e o celular, e os queimou junto a lixos. Os resíduos foram colocados em um saco e descartados em uma lixeira próxima a um campo de futebol.

A faca utilizada no crime foi jogada em um rio, conforme a versão. Maicol contou não ter encontrado manchas de sangue no carro, mas que lavou o veículo mesmo assim.

Ele disse ter visto a repercussão do caso na imprensa e ficado preocupado, mas que procurou não aparentar nervosismo. Declarou não usar álcool ou drogas e que teme por sua segurança na cadeia e nas ruas.

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