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Soldado do Exército é preso sob suspeita de filmar ataque com fogo contra morador de rua no Rio

FolhaPress 21/02/2025 20:28

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Um soldado do Exército, Miguel Felipe da Silva,foi preso nesta sexta (21) sob suspeita de filmar o ataque com fogo a um morador de rua no Rio de Janeiro. O crime ocorreu na terça (18), em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, e transmitido em uma live da rede social Discord para cerca de 150 pessoas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Na quinta (20), um adolescente de 17 anos já havia sido apreendido sob a suspeita de incendiar o morador, identificado como Ludierley Satyro Jose, 46. Ele segue internado no hospital e seu estado de saúde é estável.

Morador de rua é vítima de ataque com fogo no RJ Reprodução Reprodução A imagem mostra uma cena de incêndio em uma área urbana. À esquerda, uma pessoa está correndo em direção ao fogo, que está saindo de um objeto ou estrutura no chão. O fogo é intenso e ilumina a área ao redor, enquanto o chão está coberto de detritos, como garrafas e papéis. A iluminação é baixa, sugerindo que a cena ocorreu à noite. O militar ainda não possui defesa constituída, de acordo com a polícia. Procurado, o Exército não respondeu até a publicação deste texto.

Em nota, o Discord afirmou que "tem uma política de tolerância zero para discurso de ódio e violência, que não tem espaço em nossa plataforma nem em qualquer lugar da sociedade".

A plataforma também disse que "reportou proativamente o incidente às autoridades, baniu as contas envolvidas e encerrou o servidor".

Miguel foi preso na avenida Brasil, após pegar um carro de aplicativo a caminho da sua residência, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

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A principal suspeita da Dcav (Delegacia da Criança e Adolescente Vítima), que assumiu o caso já que o principal envolvido é menor de idade, é de que o ataque contra Ludierley tenha sido resultado de um desafio na internet.

A polícia tem a informação de que o adolescente teria recebido um valor de R$ 2.000 por um indivíduo ainda não identificado.

O jovem, segundo a polícia, é integrante de um grupo voltado à prática e incitação a crimes de ódio em plataformas digitais. A quadrilha já vinha sendo monitorada. A reportagem não localizou sua defesa.

Nas imagens gravadas, segundo a polícia, o adolescente aparece de máscara e acendendo dois artefatos similares a sinalizadores. Em seguida, ele atira os objetos acesos em cima do morador de rua que dormia no chão de uma calçada, envolto em um cobertor. As chamas rapidamente se alastram.

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Segundo os investigadores, um parente do menor foi quem procurou a delegacia e ajudou na apreensão. O adolescente foi localizado na casa da avó, no mesmo bairro onde ocorreu o crime.

A reportagem apurou que o jovem perdeu a mãe ainda bebê e, desde então, a guarda passou a ser compartilhada com o pai e a avó materna. Após suspeitas de agressão, a guarda foi dada somente à avó.

Em nota, a Polícia Civil informou que "foi cumprido um mandado de busca e apreensão por fatos análogos aos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado e associação criminosa, além da prática de apologia ao nazismo".

"Com o adolescente, os policiais ainda apreenderam um aparelho celular com conteúdo de pornografia infantil e apologia ao nazismo. Por esse fato, ele ainda foi autuado em flagrante por ato infracional análogo ao crime de armazenamento de conteúdo pornográfico infantil", acrescentou a corporação.

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