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Sequestro de empresário revela esquema de fraude de R$ 8 milhões em Curitiba

Estadão Conteúdo 10/07/2026 14:35

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nesta sexta-feira, 10, uma operação para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 8,3 milhões desviados de uma empresa de produtos médicos na capital paranaense. A ação é um desdobramento das investigações sobre o sequestro do proprietário do estabelecimento, ocorrido em setembro de 2024.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ao todo, os agentes cumpriram 27 mandados judiciais, que incluem ordens de busca e apreensão e de sequestro de valores. Os alvos foram localizados em Curitiba, São José dos Pinhais e Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana, e em Porto Alegre (RS).

Sequestro de empresário

O caso começou a ser investigado em setembro de 2024, quando o empresário, então com 58 anos, foi levado por criminosos no bairro Jardim Botânico, em Curitiba. À época, a PCPR conseguiu resgatar a vítima e prendeu sete pessoas em flagrante por extorsão mediante sequestro. O grupo chegou a pedir R$ 3 milhões pelo resgate.

O aprofundamento das investigações revelou que a mentora intelectual do crime era a ex-gerente administrativa e financeira da própria empresa da vítima. Ela foi presa em abril deste ano em São José dos Pinhais. O plano contou com a colaboração de outra ex-funcionária, além de familiares e conhecidos da dupla.

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De acordo com a polícia, o sequestro foi o desfecho de um golpe financeiro que já vinha sendo aplicado contra a empresa. Antes de arquitetarem o sequestro do patrão, as duas funcionárias utilizaram o acesso privilegiado ao caixa da empresa para desviar recursos.

Como era a fraude?

O plano do grupo consistia na emissão e no pagamento de boletos fraudulentos. Entre janeiro e setembro de 2024, foram pagos 46 contas em benefício de empresas de fachada criadas pelos próprios suspeitos. Pelo menos 11 pessoas foram identificadas como suspeitos de participarem da fraude.

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"Como essas funcionárias atuavam diretamente no controle do fluxo das ordens bancárias, conseguiram realizar diversos pagamentos que originaram um prejuízo de R$ 8,3 milhões. Paralelo a isso, montaram uma rede de pessoas que recebiam esses valores e transacionavam entre elas de forma a tentar dificultar o seu rastreio", explicou o delegado Emmanoel David, responsável pelo caso.

A Polícia Civil diz ainda que as investigações continuam em andamento para identificar "outros possíveis envolvidos e ocultadores de patrimônio".

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