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Sabesp conclui obra de acesso para desafogar trânsito causado por cratera na marginal

FolhaPress 18/05/2025 17:53

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Sabesp informou que finalizou neste domingo (18) as obras de construção de uma alça de acesso na marginal Tietê para aliviar o trânsito causado por uma cratera na pista.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Tráfego nas duas faixas criadas já foi liberado. De acordo com um comunicado da Sabesp, a partir de agora a gestão do tráfego será coordenada pelos órgãos de trânsito. A medida tem caráter de urgência, pois uma cratera foi aberta na pista central, levando à interdição da via.

O novo acesso vai permanecer ativo durante todo o período das obras na região. A instalação foi realizada pela CCR, concessionária responsável pela marginal Tietê. Os custos ficarão a cargo da Sabesp, porque a cratera abriu devido a uma sobrecarga na rede de esgoto.

COMO FICA O TRÂNSITO NA REGIÃO?

O novo acesso foi aberto na altura da ponte Atílio Fontana, sentido Castello Branco. Segundo a Sabesp, a alça foi aberta no canteiro central e permite que o motorista vá da pista local à pista central da Marginal Tietê.

SESC PICASSO

Obra para fechar cratera tem previsão de durar um mês. Segundo a Sabesp, "a marginal será parcialmente liberada tão logo seja possível e seguro para todos".

SABESP DIZ QUE POPULAÇÃO É RESPONSÁVEL

"Uso incorreto da rede de esgoto pelos moradores teria causado a cratera." A afirmação é do diretor de engenharia da Sabesp, Roberval Tavares, à reportagem.

Solapamento ocorreu devido a uma fissura na caixa de inspeção de um interceptor de esgoto. A estrutura, que fica a 18 metros de profundidade, é responsável por levar o resíduo produzido na região norte de São Paulo para ser tratado na estação de Barueri.

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Companhia alega que pressão da água da chuva, que não deveria estar na rede, contribuiu para o dano na caixa. ''Os dois eventos aconteceram sempre quando estava chovendo. Isso é um indicativo de que havia presença muito forte de água de chuva na rede de esgoto e isso não pode acontecer'', explicou Roberval.

Água da chuva teria entrado no sistema de esgoto por erro da população, falou o diretor. Roberval argumenta que, em muitas casas, a água da chuva é direcionada para a rede de escoamento de esgoto, quando deveria ir para o sistema de drenagem e ter um destino separado.

Após uma manutenção ''corretiva'' há 30 dias, a companhia fará obras para substituir a caixa danificada. Na ocorrência anterior, foi feita uma restauração na rachadura pensando em uma solução a curto prazo. Desta vez, a estrutura será substituída por uma nova e um poço de visita também será construído.

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Especialista ouvido pela reportagem afirma que argumento apresentado é ''desculpa inovadora e inventiva''. Para Amauri Pollachi, especialista em Planejamento e Gestão do Território e coordenador do Ondas (Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento), os dois sistemas, de água pluvial e de esgoto, deveriam estar separados, mas é esperado que não aconteça completamente na prática. Por isso, não é correto culpas os moradores.

De acordo com Pollachi, a ''mistura'' acontece em várias etapas do sistema e não apenas em moradias. Além disso, pontua que a cidade de São Paulo já enfrentou quantidades maiores de chuva em períodos menores: ''E por que não teve rompimento em outras vezes?''.

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