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Reynaldo Gianecchini diz que gostaria de estar em 'The White Lotus'

FolhaPress 08/09/2025 00:01

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No The Town, Reynaldo Gianecchini falou ao F5 sobre a volta aos palcos e os rumos que deseja para a carreira na TV. Em outubro, ele estreia "Um Dia Muito Especial", ao lado de Maria Casadevall, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"A peça tem músicas italianas, mas não é um musical", explica. "São canções dos anos 1940 da Itália, que eu nem conhecia, estou aprendendo agora -- e amando. A história se passa na Itália fascista, no dia em que Hitler visita Mussolini. Dois personagens à margem, solitários por razões diferentes, se encontram enquanto todos vão à parada e, nesse encontro, mudam a vida um do outro."

Segundo o ator, a montagem combina delicadeza e potência. "Tem dança, tem música e temas super tocantes. É tudo muito bonitinho e, ao mesmo tempo, profundo." A conexão com a música, diz ele, vem se intensificando desde a pandemia. "A música tem me atravessado de um jeito que eu tento incorporar nos trabalhos. Tenho estudado dança e canto, querendo conhecer mais o meu corpo e o meu aparelho vocal como artista."

SESC PICASSO

Gianecchini relembra o desafio recente em um grande espetáculo. "Fiz 'Priscila' e morro de saudade daquela experiência. Foi das coisas mais difíceis para mim, mas também das mais marcantes: estar no palco cantando, dançando, me desafiando com uma galera tão boa." Hoje, sem contrato fixo, ele diz escolher com cuidado o que faz. "Cada vez quero fugir um pouco do que já fiz e procurar coisas novas."

Na televisão, o desejo é claro. "Tenho vontade de fazer mais séries. Fiz muita novela a vida inteira e poucas séries -- na Globo, nenhuma. Me atraem esses projetos mais curtos e intensos, até porque eu também quero curtir a vida, não ficar só trabalhando que nem maluco."

CONTADOR - BONUS

Quando pensa grande, ele já tem um título favorito. "Eu ia amar fazer 'The White Lotus'. Adoro esse tipo de narrativa em que tudo é sutil, mas o mundo interno das pessoas pode explodir a qualquer momento. No Brasil, a gente fala de questões sociais importantes, mas às vezes faltam as histórias simples do cotidiano: o problema do vizinho, da mãe, do pai de família -- um mundo em ebulição que pouca gente retrata."

Entre um show e outro, o ator também define o que torna um festival inesquecível. "Boa música e gente legal. Quando a música te toca de um jeito que dá vontade de ir para o gramado, trocar com as pessoas e se divertir junto, é isso."

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