O resgate da turista brasileira Juliana Marins, de 32 anos, que caiu durante uma trilha no vulcão Mount Rinjani, na Ilha de Lombok, Indonésia, foi interrompido pela terceira vez devido às condições meteorológicas adversas. A família confirmou que Juliana foi localizada novamente na manhã desta segunda-feira (23), mas as equipes de busca recuaram antes de concluir o salvamento.
Na segunda-feira, as equipes internacionais de resgate avançaram apenas 250 metros abaixo do ponto onde Juliana foi encontrada. “Após um dia inteiro, as equipes avançaram apenas 250 metros abaixo; e quando faltavam 350 metros para chegar até Juliana, recuaram mais uma vez”, relatou Mariana Marins, irmã da turista, pelas redes sociais.
Juliana está ilhada em um desfiladeiro a cerca de 300 metros fora da trilha oficial do Monte Rinjani, em uma região de difícil acesso e terreno instável. Sem água, comida nem agasalho adequados, ela já passa pela terceira noite aguardando socorro em condições de baixa temperatura e chuva intermitente.
| Data | Tentativa de resgate | Status | Motivo da suspensão |
|---|---|---|---|
| 20/jun/2025 | 1ª tentativa | Interrompida | Neblina e chuva forte |
| 21/jun/2025 | 2ª tentativa | Interrompida | Vento forte e risco de deslizamentos |
| 23/jun/2025 | 3ª tentativa | Interrompida | Chuvas intensas e visão comprometida |
As baixas temperaturas durante a madrugada e a instabilidade no penhasco tornaram o avanço dos socorristas perigoso, segundo o coordenador da equipe local. Apesar dos esforços, a prioridade tem sido a segurança de todos os envolvidos no resgate.
A família de Juliana tem cobrado maior agilidade e melhor coordenação das operações. “As ações estão sendo lentas, sem planejamento, competência e estrutura. E os turistas continuam as atividades normais de trilha, enquanto Juliana precisa de socorro”, criticou Mariana Marins.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) informou que o chanceler Mauro Vieira manteve contatos de alto nível com o governo indonésio para reforçar as buscas na cratera do Mount Rinjani. A Embaixada do Brasil em Jacarta mobilizou autoridades locais e deslocou duas equipes de resgate, além de dois funcionários brasileiros para acompanhar as operações.
O embaixador brasileiro em Jacarta também contatou pessoalmente o diretor internacional da Agência de Busca e Salvamento e o diretor da Agência Nacional de Combate a Desastres da Indonésia. Segundo relatos recebidos das autoridades, as próximas etapas incluem o monitoramento meteorológico constante e a possível utilização de equipamentos de rapel e drones para facilitar a localização de Juliana em pontos inacessíveis.
Especialistas em montanhismo alertam que o período de monções na Indonésia, que vai de novembro a março, costuma dar lugar a pequenas frentes de chuva esporádicas em junho, quando as encostas ainda permanecem instáveis. A expectativa é de uma breve melhoria no clima até quarta-feira (25), o que poderá permitir uma quarta tentativa de resgate.
Enquanto isso, o Brasil acompanha o desenrolar das operações, e familiares pedem orações e apoio nas redes sociais para que Juliana seja retirada com vida. A Embaixada mantém um canal de comunicação direto com a equipe de busca e reforça que fornecerá boletins diários sobre o andamento das ações.