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Quem é a médica que morreu durante troca de tiros entre policiais e criminosos no Rio

Estadão Conteúdo 16/03/2026 12:56

A médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, morreu após ser baleada durante uma abordagem policial em Cascadura, na zona norte do Rio, na noite de domingo, 15.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ginecologista, cirurgiã geral e cirurgiã oncológica, com mais de 28 anos de experiência no cuidado da saúde da mulher, Andréa desenvolveu um método, chamado de EndoPlena, para "ajudar mulheres com endometriose a entenderem a dor, buscarem diagnóstico precoce e tomarem decisões seguras sobre o tratamento".

"Fiz duas residências, cinco anos de residência. Duas de geral e duas de oncológica no Inca", conta em um vídeo publicado nas redes sociais. Andréa era especializada no tratamento de endometriose.

A Unimed Nova Iguaçu lamentou a morte da médica. "Agradecemos por sua dedicação e trabalho junto à nossa cooperativa e comunidade, sempre marcada pela dedicação à saúde suplementar e ao cooperativismo".

Como Andréa foi baleada?

A PM fazia um patrulhamento quando recebeu a informação de que um veículo Corolla Cross seria responsável por roubos na região. Segundo o registro policial, os oficiais localizaram o carro, além de uma moto e um Jeep Comander. Os suspeitos teriam fugido e disparado contra os policiais, que revidaram.

SESC PICASSO

Após a perseguição, os policiais encontraram o corpo de Andrea com perfurações de disparos de arma de fogo no banco do motorista de um Corolla Cross. Não há informações se o carro de Andrea era o mesmo que estava sob suspeita.

A secretaria de Polícia Militar diz que, por determinação do secretário de Estado de Polícia Militar, foi instaurado um procedimento apuratório para apurar os fatos ocorridos durante a ação, que resultou na morte da vítima.

"Vale informar que os policiais que faziam parte da equipe de agentes que efetuou a abordagem portavam as câmeras corporais. Os dispositivos e as armas utilizadas pelos agentes estão à disposição do procedimento investigativo pela Polícia Civil", diz a PM.

Em nota, a PM diz que a Secretaria de Estado de Polícia Militar colabora integralmente com as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

O caso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios (DH-Capital), que informou que "diligências estão em andamento para apurar os fatos."

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