Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 12h05m
Vitória News — Um jornal de verdade
Geral

Promotoria denuncia mulheres por injúria racial e agressão a casal gay em padaria de SP

FolhaPress 01/05/2024 18:24

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Ministério Público de São Paulo denunciou Jaqueline Santos Ludovico e Laura Athanassakis Jordão, sob acusação de injúria racial, ameaças, lesão corporal e vias de fato. As duas são acusadas de agredir Rafael Gonzaga e o namorado dele, Adrian Grasson, em uma padaria no bairro Santa Cecília, na capital paulista, em fevereiro deste ano.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Se condenadas, as penas máximas previstas em lei, somadas, para Jaqueline podem chegar a 12 anos de prisão, enquanto, para Laura, a dez anos. A denúncia também pede fixação na sentença, para reparação dos danos morais, de 21 salários mínimos para Jaqueline e de 15 para Laura.

A reportagem tentou contato com a defesa das acusadas, mas não obteve resposta.

À época, vídeos postados no Instagram por Rafael Gonzaga mostram momentos em que Jaqueline parte para cima do casal enquanto profere insultos homofóbicos.

"[Espera-se que o caso] sirva de lição pedagógica a todos os homotransfóbicos ainda existentes: lgbtfobia é crime e não tem qualquer lugar na sociedade democrática brasileira", declaram os advogados de Rafael e Adrian.

RELEMBRE O CASO

SESC PICASSO

Segundo o boletim de ocorrência, Rafael e Adrian chegaram de carro ao estabelecimento por volta das 4h de sábado, 3 de fevereiro, para comer após uma festa. Ao tentarem estacionar, encontraram duas mulheres e um homem parados em cima de uma vaga. Após o casal buzinar, dois deles saíram, mas uma mulher, Jaqueline, permaneceu de braços cruzados. O homem a removeu do local.

Jaqueline retornou, mexeu no retrovisor do carro e começou a proferir insultos homofóbicos. Ao entrar na padaria, ela jogou um cone do estacionamento contra o casal, continuando os xingamentos dentro do estabelecimento.

Gonzaga filmou a confusão. É possível ver Jaqueline sendo contida por um homem ao tentar partir para cima dos dois rapazes. Em alguns momentos, ela fala que é "família tradicional" e que "teve educação".

CONTADOR - BONUS

"Sou mais mulher do que você. Sou mais macho que você", ela disse. "Tirei sangue seu, foi pouco. E os valores estão sendo invertidos. Eu sou de família tradicional. Eu tenho educação. Diferença dessa porra aí."

Enquanto os rapazes filmavam e avisavam que a polícia estava chegando, a mulher disse: "Eu sou branca. Olha lá a hipocrisia. Vamos lá, chama a polícia. Vamos ver quem vai preso aqui".

Já Laura, segundo a Promotoria, acompanhou Jaqueline na confusão, incentivando a amiga e também falando injúrias.

Compartilhe esta notícia
Anuncio - Raimundo - Bonus

Notícias Relacionadas