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Policiais são investigados por vídeo com música que exalta Massacre do Carandiru

FolhaPress 09/07/2024 15:48

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Agentes da Polícia Militar aparecem em um vídeo que circula nas redes sociais dançando e cantando uma música que exalta o Massacre do Carandiru. O vídeo foi gravado dentro do prédio da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), no centro de São Paulo.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

No vídeo, os policiais gritam "Cavalaria, Brasil", enquanto batem palma. Um agente identificado como soldado Breno puxa o coro e começa a dançar, sendo acompanhado por vários outros agentes. Nas imagens é possível ver que várias pessoas com roupas civis estavam nos arredores.

Veja a letra da música:

"Cavalaria Brasil. Esquerda, esquerda, direita, Choque! Hoje eu te apresento o 1º Batalhão, aquele que acalmou a Casa de Detenção [Carandiru], 1992, logo pela manhã, o clima já era tenso. A caveira já estava sorrindo para o detento. Lá só tinha lixo, a escória, na moral. Foi dado pista quente para derrubar geral. Bomba, facada, tiro e granada. Corpos mutilados e cabeças arrancadas. O cenário é de guerra, tipo Vietnã. A minha continência, Coronel Ubiratan. Vibra, ladrão, sua hora vai chegar. Escola de Choque tá saindo pra caçar."

SESC PICASSO

A Polícia Militar, de acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), assim que tomou conhecimento do vídeo, determinou a instauração de uma investigação, por meio do Comando do Policiamento de Choque.

"A conduta dos policiais que aparecem nas imagens não condiz com as práticas da Instituição e medidas cabíveis serão tomadas", afirmou.

A Folha procurou o ouvidor da polícia por mensagem e ligações, mas não teve resposta até a publicação deste texto.

MASSACRE DO CARANDIRU

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Em 2 de outubro de 1992, uma suposta rebelião de presos no Complexo Penitenciário do Carandiru, na zona norte de São Paulo, e a consequente invasão do pavilhão 9 por tropas da Polícia Militar resultaram na morte de 111 detentos. Veja aqui a cronologia do caso.

Mais de 20 anos depois, 74 dos cerca de 350 policiais que participaram da ação foram condenados pelo Tribunal do Júri a penas que variam de 48 a 624 anos de prisão.

Desde então eles aguardam em liberdade pelo desfecho jurídico do episódio, cujo último recurso é o julgamento da constitucionalidade do indulto concedido pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). A questão está em análise no STF (Supremo Tribunal Federal).

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