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Polícia prende dono de imóvel que teria sido usado por suspeitos da morte de Ruy Ferraz

FolhaPress 21/09/2025 13:26

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A polícia prendeu na madrugada deste domingo (21) o dono da casa em Praia Grande (SP) que teria sido usada por envolvidos no assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo Ruy Ferraz Fontes, 64.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

William Marques, de 36 anos, se apresentou ao DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa), no centro de São Paulo, que está à frente das investigações do crime. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, ele estava acompanhando de um advogado.

Sua prisão havia sido decretada pela Justiça no sábado (20). A reportagem não conseguiu localizar sua defesa até a publicação deste texto.

Essa foi a quarta prisão de suspeitos de envolvimento na morte do ex-delegado.

Marques é irmão de um policial militar que, por enquanto, não é investigado no caso.

Segundo a polícia, foi na casa que pertence a ele que Dahesly Oliveira Pires, 25, que presa na semana passada, teria retirado um fuzil usado no assassinato do ex-policial.

De acordo com a polícia, Dahesly mora na periferia de Diadema, tem passagem por tráfico de drogas e é dependente química. Apesar de ter negado ter conhecimento do que se tratava o pacote, posteriormente ela admitiu que sabia que estava transportando um fuzil.

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A polícia quer ouvir o dono da casa para saber detalhes sobre quem usou o imóvel e por quanto tempo.

Na manhã deste sábado, a polícia prendeu o terceiro suspeito de participação no crime.

Rafael Marcell Dias Simões, o Jaguar, tem 42 anos e se entregou à polícia em uma delegacia de São Vicente, no litoral paulista. A prisão é temporária a tem validade de 30 dias. Ele não estava com seu telefone celular quando foi autuado pelas autoridades.

À reportagem, a defesa de Simões afirmou que vai provar a inocência dele no curso das investigações e que ainda não teve acesso aos autos do processo.

O outro preso é Luiz Henrique Santos Batista, o Fofão, 38, detido nesta sexta (19) pela manhã em São Vicente.

A polícia suspeita que Rafael Dias Simões, preso na madrugada deste sábado, foi transportado por Fofão após os disparos.

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Há três pessoas com prisão decretada, que estão foragidas. Entre eles, Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, namorado de Dahesly, que pediu que ela transportasse o armamento.

O segundo procurado é integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) e foi identificado pela Polícia Civil como Felipe Avelino da Silva, 33, conhecido como Mascherano. Outro suspeito é Flávio Henrique Ferreira de Souza, 24, sem passagem, de acordo com o secretário.

"As forças de segurança seguem mobilizadas para identificar e prender todos os envolvidos no crime", afirma a SSP, em nota. As diligências prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias e responsabilizar os envolvidos."

Outras três pessoas são procuradas e tiveram mandado de prisão expedido pela Justiça.

O ex-delegado-geral foi assassinado em emboscada no fim da tarde desta segunda-feira (15). O carro do policial civil aposentado foi atingido por 29 tiros de fuzil no momento em que saía da prefeitura do balneário, onde trabalhava como secretário de Administração.

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Imagens do ataque mostraram o momento em que ele tentou fugir e bateu em dois ônibus em uma avenida movimentada. Ao menos três homens encapuzados e com coletes a prova de balas desceram de um dos veículos usados no crime e o alvejaram. Ele morreu no local.

O carro utilizado no crime foi encontrado queimado pela polícia. Segundo a Prefeitura de Praia Grande, duas pessoas, um homem e uma mulher, ficaram feridos durante o ataque ao delegado. Eles estavam na rua e foram atingido por tiros.

Ferraz ocupou o maior posto da Polícia Civil do estado, como delegado-geral, de janeiro de 2019 a abril de 2022, na gestão do governador João Doria. Nessa função, respondia diretamente ao governador e ao secretário da Segurança Pública.

Ele trabalhava ultimamente como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, que lamentou a morte em nota. Também atuou como diretor do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital).

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