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Polícia pede prisão de mais seis suspeitos de participar do sequestro de Marcelinho Carioca

FolhaPress 17/01/2024 11:50

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil de São Paulo pediu a prisão de mais seis suspeitos de envolvimento no sequestro do ex-jogador Marcelinho Carioca e uma amiga, ocorrido no dia 17 de dezembro de 2023.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Outros quatro suspeitos já estão presos preventivamente.

"Nós temos mais seis investigados que foram indiciados. Já foram encaminhados os pedidos de prisão e estamos aguardando [a decisão da Justiça]", disse delegado Fabio Nelson, diretor da Delegacia Antissequestro.

De acordo com o delegado, os suspeitos foram identificados após o trabalho da perícia, que localizou impressões digitais no carro do ex-jogador.

Os pedidos de prisão foram feitos em 27 de dezembro, e a investigação segue em andamento.

Segundo Fabio Nelson, os quatro suspeitos presos foram ouvidos e confirmaram ter participado do sequestro. A suspeita, diz o delegado, é que eles façam parte de um grupo especializado em sequestros que obriga vítimas a fazer transferências por meio de Pix.

Três suspeitos teriam afirmado, em depoimento, que cederam suas contas bancárias para receber valores extorquidos de Marcelinho Carioca, ainda de acordo com o delegado.

Os indiciados devem responder por extorsão mediante sequestro, associação criminosa e receptação.

Para a polícia, o grupo não sabia quem havia sequestrado, tomando conhecimento da identidade da vítima apenas no cativeiro. Eles teriam sido atraídos pelo carro que Marcelinho dirigia, uma Mercedes.

SESC PICASSO

RELEMBRE O CASO

Marcelinho Carioca foi sequestrado após sair de um show do cantor Thiaguinho na Neo Química Arena, em Itaquera, zona leste de São Paulo.

Na volta para casa, o ídolo do Corinthians parou em Itaquaquecetuba para deixar ingressos para a amiga, que conhecia desde a época em que foi secretário de Esportes na cidade, quando foi abordado por um grupo armado, que pediu cartões, senhas, o desbloqueio do celular e acesso ao Pix.

Ao lado da amiga, Marcelinho ficou em um cativeiro recebendo ameaças, entre elas a de que seria submetido a uma roleta-russa.

CONTADOR - BONUS

Em um primeiro momento, ainda no dia 17, antes de o ídolo do Corinthians ser dado como desaparecido, uma pessoa não identificada pela PM teria feito um pagamento no valor de R$ 60 mil, supostamente a pedido de Marcelinho. De acordo com a PM, os sequestradores chegaram a pedir R$ 200 mil.

Na tarde do dia 18, já resgatado pela polícia, Marcelinho afirmou que havia sido coagido pelos criminosos a gravar um vídeo em que disse ter sido sequestrado após sair com uma mulher casada. No vídeo, que viralizou em aplicativos de mensagem, Marcelinho aparecia com o olho roxo e dizia que o autor do sequestro seria o marido da mulher.

A versão foi endossada pela mulher, que também aparecia no vídeo. Porém, segundo a polícia, a narrativa havia sido criada pelos sequestradores para despistar a polícia.

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