Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 09h18m
Vitória News — Um jornal de verdade
Geral

Polícia do RJ faz operação contra braço do PCC que atua em jogos de azar online e contrabando de cigarros

FolhaPress 16/10/2025 14:02

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Uma organização criminosa ligada à facção PCC (Primeiro Comando da Capital) e à chamada máfia do cigarro, envolvida em contrabando, corrupção e financiamento de atividades ilícitas, teria movimentado cerca de R$ 130 milhões em apenas três anos com jogos de azar online, do tipo bets, fraudes contra apostadores e lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O grupo é alvo da operação Banca Suja, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do RJ.

A ação mira um esquema que operava tanto no ambiente digital quanto na economia paralela fluminense. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão e outras medidas judiciais no Rio, e em cidades da Baixada Fluminense, como Duque de Caxias e Belford Roxo.

A Justiça também autorizou o bloqueio de R$ 65 milhões em contas bancárias e o sequestro de R$ 2,2 milhões em bens, incluindo oito automóveis.

Entre as empresas investigadas estão a Palpite na Rede e Seu Bingo. A reportagem tenta contato com as defesas. Nelas, além de apostas para jogos esportivos havia também atividades de bingo e caça-níqueis.

SESC PICASSO

O ex-jogador de futebol e empresário Léo Moura também é investigado pela polícia por suspeita de ligação com a Palpite na Rede. Uma foto dele aparece no site principal. Procurado, o jogador afirmou que fez somente um contrato publicitário e não tem ligação com a empresa.

Além disso, bicheiros estão sendo investigados como gerenciadores do esquema.

Segundo a Polícia Civil, o objetivo é desestruturar a base financeira da rede criminosa, com ramificações interestaduais e nacionais. Empresas ligadas ao grupo, algumas no ramo de filtros de cigarro, recebiam transferências de pessoas jurídicas vinculadas ao núcleo principal da organização.

CONTADOR - BONUS

"Empresas que operam dentro da legalidade acabam competindo com estruturas que atuam simultaneamente na legalidade e na ilegalidade, o que gera desequilíbrio. Ao seguir o dinheiro e descapitalizar essas organizações, a Polícia Civil vai além da repressão direta e enfraquece os alicerces econômicos que as sustentam", afirmou o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi.

As investigações mostram que o grupo usava empresas de fachada, transferências fracionadas e operações simuladas para mascarar a origem ilícita dos valores. Além dos crimes financeiros, há indícios de que integrantes do esquema ordenavam homicídios de concorrentes e desafetos, com o objetivo de manter o domínio sobre territórios e negócios ilegais.

Compartilhe esta notícia
Anuncio - Raimundo - Bonus

Notícias Relacionadas