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Polícia do RJ apura se há mais envolvidos no caso de homem levado morto ao banco

FolhaPress 17/04/2024 17:13

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se Érika de Souza Vieira Nunes, 43, agiu sozinha ao levar Paulo Roberto Braga ao banco ou se outras pessoas a auxiliaram.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Braga, 68, foi levado por Érika na terça-feira (16) para sacar R$ 17.000 em uma agência bancária em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro. Funcionários suspeitaram que o homem estava morto. A mulher a todo momento sustentava com as mãos a cabeça do homem, a quem chamava de tio. A polícia afirmou depois que Érika é uma "prima distante" de Braga.

O delegado Fábio Luiz Souza, titular da 34ª DP (Bangu), delegacia que investiga o caso, já colheu os depoimentos pelo menos cinco pessoas. Além de Érika, foram ouvidos a gerente da agência bancária, o médico atendente do Samu responsável pela tentativa de socorro, o policial militar e o motorista que levou Érika e Braga ao banco.

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A delegacia recolheu imagens de outras câmeras de segurança do shopping, onde fica a agência bancária, para saber se a mulher contou com o auxílio de mais pessoas.

Érika foi presa em flagrante suspeita de vilipêndio de cadáver e furto. A advogada que representa a a mulher afirmou que o homem estava vivo quando chegou ao local.

A autópsia ainda não teve resultado conclusivo, mas peritos informaram ao delegado que a presença de livor cadavérico na região da nuca indica que Braga morreu deitado.

O livor cadavérico é o acúmulo de sangue em determinadas regiões do corpo e ocorre depois que o coração para de bater.

A gravidade transfere o sangue para as extremidades do corpo. Os peritos avaliam que como o livor cadavérico foi identificado na nuca, Braga estava deitado no momento do óbito. Se ele estivesse sentado, como sustenta a defesa de Erika, as manchas poderiam surgir em outras partes do corpo, como pernas e braços.

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No vídeo feito por uma gerente do banco, Erika aparece segurando a cabeça de Braga, que precisava desse amparo para ficar sustentada. Uma atendente chega a dizer: "Acho que ele não está bem não, olha a corzinha".

Erika insiste e pede para que o homem assine os papéis. "Tio, tá ouvindo? O senhor precisa assinar. Se o senhor não assinar, não tem como. Eu não posso assinar pelo senhor, o que eu posso fazer eu faço. Assina aqui, igual ao documento. Assina para não me dar mais dor de cabeça", diz Erika no vídeo.

Segundo boletim de ocorrência ao qual a reportagem teve acesso, um policial militar do 14ºBPM (Bangu) foi acionado às 15h20, para "verificar uma denúncia de óbito com suspeita de crime" na agência do banco Itaú.

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Ao chegar no local, o médico Leandro Henrique Magro disse ter analisado imagens feitas pelos funcionários do banco, que mostravam Braga já desacordado em uma cadeira de rodas.

De acordo com o médico, a vítima "já estaria em óbito naquele momento e apresentando sinais de intoxicação exógena, e, por isso, não poderia realizar a declaração de morte". O corpo foi, então, levado para o IML (Instituto Médico Legal), que atestará a causa.

A intoxicação exógena, de acordo com a CID (Classificação Internacional de Doença), é consequência de contato por exposição a outras drogas, medicamentos ou substâncias biológicas.

A Agência onde aconteceu o caso é do Itaú Unibanco. Em nota, o banco disse "que acionou o Samu assim que identificou a situação e colabora ativamente com as autoridades para o esclarecimento do caso".

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