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Polícia cerca área onde moradoras relatam ter visto fugitivos de Mossoró

FolhaPress 29/02/2024 19:35

MOSSORÓ, RN (FOLHAPRESS) - Moradoras da zona rural de Baraúna, no Rio Grande do Norte, relatam ter visto os foragidos da penitenciária federal de Mossoró, por volta da 1h desta quinta-feira (29). A polícia faz operação na região neste 16º dia de buscas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Duas mulheres que trabalham numa fazenda com produção de frutas afirmaram ter avistado dois homens sujos no assentamento Vila Nova 2. Ao notar a presença delas, eles teriam se embrenhado na mata.

As equipes estão cercando área e levando cães farejadores para testar o odor. Há policiais especializados se infiltrando no terreno.

O local é próximo de onde os detentos teriam tentado invadir uma casa no último domingo (25), o que, segundo os investigadores, seria a última pista deles. Os policiais dizem acreditar que eles ainda estejam no Rio Grande do Norte, e as buscas se intensificaram na divisa do estado com o Ceará.

Ainda nesta quinta, os agentes prenderam um homem na região metropolitana Fortaleza (CE), sob suspeita de ajudar os dois presos. Desde o início das buscas pelos detentos, seis pessoas já foram presas.

O QUE SE SABE DA FUGA

A fuga, fato inédito em presídios federais, ocorreu na madrugada do dia 14. Rogério da Silva Mendonça, 36, conhecido como Tatu, e Deibson Cabral Nascimento, 34, chamado de Deisinho, são suspeitos de serem ligados à facção criminosa Comando Vermelho.

SESC PICASSO

As investigações preliminares do caso consideram que os fugitivos usaram uma barra de ferro retirada da estrutura da própria cela para escavar o buraco da luminária pelo qual conseguiram escapar, afirmam integrantes da cúpula das investigações.

Os detentos teriam conseguido o objeto, de cerca de 50 centímetros, descascando parte da cela que estava danificada pela umidade e falta de manutenção. Os dois estavam em celas individuais.

O objetivo das unidades federais de segurança máxima, anunciadas pelo governo em 2003, era desarticular o crime organizado a partir do isolamento e da vigilância constante de lideranças de facções com o envio para essas unidades.

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Na época, já se admitia que as prisões dos sistemas estaduais se tornaram locais para a organização das atividades criminosas do lado de fora, especialmente o tráfico de drogas.

As cinco penitenciárias, inauguradas a partir de 2006, foram criadas com o objetivo de isolar criminosos de alta periculosidade e desarticular organizações criminosas.

Quase 20 anos depois, a primeira fuga do sistema foi considerada grave pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou um pedido para a nomeação de mais policiais penais federais e o reforço de muralhas, como a de Brasília, nas quatro outras unidades

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