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PMs disparam 188 tiros de fuzil em ação contra três suspeitos em SP

FolhaPress 01/04/2024 11:38

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Policiais militares efetuaram 188 tiros de fuzil durante uma ação contra três suspeitos no Morro Nova Cintra, em Santos (SP), no último sábado (30).

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Os agentes faziam diligências na rua Eugênio Batista da Silva, no bairro Vila Progresso, no âmbito da Operação Verão, quando foram recebidos a tiros por pelo menos três suspeitos. As informações foram repassadas pela SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).

Os policiais "foram vítimas de tentativa de homicídio" e reagiram para se defender, justificou o órgão. A secretaria também esclareceu que ninguém ficou ferido na operação e que os suspeitos conseguiram fugir.

Caso foi registrado como disparo de arma de fogo e tentativa de homicídio na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Santos. Os policiais têm feito diligências para identificar e localizar os suspeitos.

OPERAÇÃO VERÃO

Após a morte de um homem de 22 anos em confronto com a Polícia Militar, em Guarujá, na última sexta-feira (29), subiu para 56 o número de mortos na Operação Verão no litoral do estado.

SESC PICASSO

O governo paulista esclareceu que as mortes em confronto são resultado da reação violenta dos criminosos ao trabalho policial. "Todos os casos são rigorosamente investigados pela Polícia Civil e Militar, com acompanhamento das respectivas corregedorias, Ministério Público e Poder Judiciário", disse a pasta em nota enviada ao UOL.

Mais de mil pessoas foram presas durante a 3ª fase da Operação Verão na Baixada Santista. A SSP informou que 1.055 foram detidos, entre eles 434 procurados pela Justiça. Foram apreendidas 2,5 toneladas de drogas, além de 118 armas ilegais, incluindo fuzis de uso restrito.

CONTADOR - BONUS

Em meio às mortes resultantes da Operação, o secretário de Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite, foi denunciado. O Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana) enviou uma representação contra Derrite ao procurador-geral de Justiça de São Paulo. O Conselho cita improbidade administrativa no que diz respeito às operações da polícia com letalidade histórica no litoral paulista.

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