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PM que jogou homem de ponte na zona sul de São Paulo consegue habeas corpus

FolhaPress 11/04/2025 12:54

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça de São Paulo concedeu habeas corpus para o policial militar Luan Felipe Alves Pereira, 29, preso por jogar um homem de uma ponte na Cidade Ademar, zona sul da capital paulista, no início de dezembro de 2024.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A liberdade foi concedida porque a prisão preventiva foi considerada uma antecipação de pena. O militar, então, responderá o processo em liberdade.

O PM cumpria prisão preventiva desde o dia 5 de dezembro do ano passado no Presídio Militar Romão Gomes, na Vila Albertina, na zona norte de São Paulo.

No entanto, segundo a Polícia Militar, o soldado permanece preso porque o habeas corpus ainda não foi apresentado.

"A Polícia Militar esclarece que o policial citado permanece preso no Presídio Militar Romão Gomes. Assim que o habeas corpus aportar na unidade, a decisão judicial será cumprida e o PM colocado em liberdade. O mesmo permanecerá afastado do trabalho operacional", afirmou em nota.

O advogado do soldado foi procurado por ligações e mensagens, mas não respondeu até a publicação deste texto.

Na segunda-feira (7), a Polícia Civil indiciou o soldado sob suspeita de tentativa de homicídio. Pereira foi interrogado na mesma data, mas afirmou que só falará em juízo.

SESC PICASSO

Em nota à reportagem, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) do estado afirmou que o inquérito está em fase de conclusão e deverá ser remetido ao Judiciário, com o indiciamento do agente, nos próximos dias.

A pasta ainda destacou que outros 12 policiais envolvidos no caso seguem afastados das atividades operacionais.

"O Inquérito Policial Militar (IPM) já foi concluído e encaminhado à Justiça Militar, enquanto um procedimento disciplinar permanece em tramitação", informou a SSP.

CONTADOR - BONUS

Pereira, que tem oito anos de corporação, já respondeu a ao menos dois IPMs (Inquéritos Policias Militares), quando o policial sofre investigação interna sob a suspeita de cometimento de crime. Um dos casos ocorreu me 2019 e outro em 2020, conforme publicações oficiais, ambos quando estava em unidade da zona sul da capital.

Os agentes de segurança envolvidos na perseguição pertencem à Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) do 24º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Diadema, na Grande São Paulo.

Conforme o registro policial, eles omitiram terem jogado o homem da ponte. Relataram que o local era de risco por ser reduto histórico de bailes funk, mas que não encontraram nada ilícito durante a abordagem.

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