Uso do sistema brasileiro fora do país cresce e ajuda viajantes a reduzir custos e evitar surpresas no orçamento
Viajar para o exterior e só descobrir quanto realmente gastou quando a fatura do cartão chega tem sido uma experiência comum para muitos brasileiros. Taxas, impostos e variações cambiais costumam transformar pequenas compras em grandes surpresas financeiras. Em meio a esse cenário, o Pix começa a se consolidar como uma alternativa prática para reduzir custos e trazer mais previsibilidade aos gastos durante viagens internacionais.
O sistema brasileiro de pagamentos já vem sendo utilizado por turistas em países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Estados Unidos e em destinos europeus. A principal vantagem está na transparência das transações e na redução de encargos que normalmente acompanham o uso do cartão de crédito no exterior.
A seguir, veja cinco orientações para usar o Pix de forma estratégica fora do Brasil e evitar dores de cabeça no orçamento da viagem.
1. Compare Pix e cartão antes de pagar
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Carlos Henrique, CEO da Sttart Pay[/caption]
Embora o cartão seja amplamente aceito, ele costuma embutir custos que só aparecem depois, como impostos e variações cambiais aplicadas no fechamento da fatura.
“O Pix permite que o viajante saiba exatamente quanto está pagando no momento da compra. No cartão, muitas vezes o impacto real só aparece dias depois”, explica Carlos Henrique, CEO da Sttart Pay.
2. Prefira pagamentos digitais para aumentar a segurança
Circular com grandes quantias em dinheiro aumenta riscos, especialmente em destinos turísticos. O Pix reduz essa necessidade ao permitir pagamentos digitais e registrados.
“Além de mais seguro, o Pix elimina a ida imediata a casas de câmbio, algo comum em aeroportos. Isso diminui a exposição do turista logo na chegada”, afirma Carlos Henrique.
3. Use o Pix nos gastos do dia a dia
Refeições, transporte, compras rápidas e ingressos são despesas recorrentes que, somadas, costumam pesar no orçamento por causa do câmbio.
“É justamente nessas pequenas compras que o turista mais perde dinheiro sem perceber. O Pix ajuda a reduzir esse efeito acumulado”, observa o executivo.
4. Evite surpresas com variações cambiais
No cartão de crédito, a conversão da moeda pode variar conforme a data de fechamento da fatura. Já no Pix, o valor é definido no momento do pagamento.
“Essa previsibilidade facilita muito o controle financeiro, principalmente em períodos de maior instabilidade cambial”, destaca Carlos Henrique.
5. Use os comprovantes para controlar o orçamento
Todas as transações feitas via Pix ficam registradas instantaneamente, o que ajuda a acompanhar os gastos ao longo da viagem.
“Ter visibilidade imediata de cada pagamento permite ajustar o orçamento durante o percurso e evita surpresas no retorno ao Brasil”, completa.
O uso do Pix no exterior ainda está em expansão, mas já se mostra uma alternativa competitiva para turistas brasileiros. A combinação de simplicidade, previsibilidade e menor custo faz do sistema uma opção cada vez mais presente no planejamento financeiro de viagens internacionais.