Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 09h44m
Vitória News — Um jornal de verdade
Geral

PF prende pai e filho suspeitos de vender na internet dados de autoridades

FolhaPress 02/02/2024 16:52

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (1º) pai e filho em Vinhedo, interior de São Paulo, suspeitos de integrarem uma organização criminosa que invade sistemas federais para depois vender dados de autoridades para facções.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Um terceiro suspeito foi preso em Caruaru, Pernambuco. Eles foram detidos preventivamente na Operação I-Fraude. Os mandados foram expedidos para 12ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal.F

A operação teve duas etapas. Na quarta (31), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão para avançar na investigação sobre o grupo que movimentou R$ 10 milhões com a venda de dados pessoais como telefone, endereço e veículos de autoridades federais.

A reportagem apurou que entres as autoridades que tiveram os dados acessados estão o próprio diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do governo.

Segundo a PF, integrantes do grupo invadiam bancos de dados dos sistemas federais e colhiam essas informações. Posteriormente, esses dados eram disponibilizados para consulta em um site criado pelo grupo.

SESC PICASSO

A PF cumpriu, na quarta, 11 mandados de busca em São Paulo, Pernambuco, Rondônia, Minas Gerais e Alagoas, todos expedidos pela 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal.

Os dados estavam disponíveis em um site, ainda no ar até as 16h de quarta, para consulta mediante pagamento. O valor, diz a PF, seria de R$ 30 por acesso.

Na página principal aparecem os dados a serem acessados, com possibilidade de busca por CPF, CNPJ, Carteira Nacional de Habilitação, nome da mãe e informações sobre vacinação de Covid.

CONTADOR - BONUS

"O painel de consulta era oferecido, principalmente, através de plataformas de redes sociais. Existiam diversos planos de mensalidades, de acordo com o número de consultas realizadas. Tal painel contava com aproximadamente 10 mil assinantes com uma média de dez milhões de consultas mensais", diz a PF.

A PF afirma em nota divulgada sobre a descoberta do grupo que as plataformas de pesquisa de dados pessoais obtidos ilicitamente "fomenta a indústria de intrusão em bancos de dados, em especial de órgãos públicos, incentivando a ação de grupos especializados nesse tipo de crime."

Caso comprovada a participação dos envolvidos nos crimes, as penas para os crimes investigados podem chegar a 23 anos de prisão.

Compartilhe esta notícia
Anuncio - Raimundo - Bonus

Notícias Relacionadas