PF cumpre prisões e bloqueia R$ 22 milhões em nova fase da Operação Unha e Carne
Quinta etapa investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e cumpre 17 mandados no Rio de Janeiro e em São João de Meriti
Vitória News 02/07/2026 09:29
Foto: PF/RJ/Divulgação ABR
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2) a quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma suposta organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e possíveis vínculos com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.
A ação cumpre três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em endereços localizados na capital fluminense e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.
A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de aproximadamente R$ 22 milhões.
Segundo a Polícia Federal, a nova etapa teve início após a análise de documentos apreendidos nas fases anteriores. O material indicaria a existência de uma contabilidade paralela usada para ocultar a origem e a movimentação de recursos.
Os registros também apontariam para supostos pagamentos indevidos e doações eleitorais realizadas de forma irregular. As informações ainda são apuradas e os envolvidos terão direito à defesa durante o processo.
A investigação integra as medidas relacionadas à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, conhecida como ADPF das Favelas. A decisão do STF atribuiu à Polícia Federal a apuração da atuação de grupos criminosos violentos no Rio de Janeiro e de suas possíveis conexões com agentes públicos.
Na quarta fase da operação, realizada em maio, o deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, foi preso. A investigação daquela etapa apurava suspeitas de fraudes em compras, contratação de serviços e obras vinculadas à Secretaria de Estado de Educação.
Durante as diligências anteriores, a PF também informou ter localizado mensagens com referências a atos violentos no celular do parlamentar. Conversas entre os investigados foram interceptadas mediante autorização judicial.
As investigações continuam sob sigilo, e a Polícia Federal ainda não divulgou os nomes dos alvos da quinta fase.
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