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Pastor é preso suspeito de abusar de fiéis para 'quebrar maldição' no DF

FolhaPress 22/05/2024 13:06

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um pastor de 41 anos foi preso por suspeita de abusar sexual e financeiramente de fiéis que frequentavam uma igreja evangélica que ele liderava no Distrito Federal.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Pastor é suspeito de violação sexual mediante fraude e extorsão contra pelo menos cinco fiéis. O líder religioso, que comandava igreja em Samambaia (DF), é investigado por usar sua fama de ter "revelações que se concretizavam" para violentar as vítimas, com o pretexto de que ajudaria a "quebrar maldições", segundo informações da Polícia Civil do Distrito Federal. Ele foi detido nesta quarta-feira (22).

Líder religioso costumava abordar os fiéis, a maioria homens, com supostas visões alarmantes de mortes nas famílias deles. Em um dos casos, o pastor teria abordado um fiel e dito que a esposa dele iria morrer. Para "quebrar a maldição" e salvar a mulher, o pastor precisaria realizar sete "unções" nas partes íntimas do fiel. Por medo de morrer, a vítima teria deixado o pastor fazer as "unções" e mantido relações sexuais com ele.

SESC PICASSO

Além de abusar sexualmente, pastor também extorquia financeiramente as vítimas. Nesses casos, o suspeito agia da mesma forma, com ameaças de que algum parente iria morrer ou ficar inválido, e persuadia os fieis a realizarem "doações generosas" em dinheiro para a igreja.

Outra vítima manteve relações sexuais e bancou viagens do pastor. Conforme a investigação, uma mulher foi abusada pelo religioso e teve que arcar com as custas de uma viagem dele para o Rio de Janeiro, além de ter emprestado uma chácara para ele realizar supostas orgias com outros membros da igreja.

CONTADOR - BONUS

Pastora, de 58 anos, foi presa como cúmplice nos atos criminosos. Segundo a polícia, ela seria cúmplice e teria auxiliado nas "ameaças de castigo celestial", além de também participar dos abusos.

Pastores vão responder pelos crimes de violação sexual mediante fraude e extorsão. Se forem condenados, as penas podem chegar a 17 anos de reclusão.

Como o pastor e a pastora não tiveram as identidades reveladas, não foi possível localizar suas defesas para pedir posicionamento. O espaço fica aberto para manifestações.

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