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'Passageiro usará transporte público sem nenhum contato para pagamento', diz CEO da Autopass

Estadão Conteúdo 15/05/2026 22:17

O sistema de bilhetagem eletrônica do transporte público já passou por algumas pequenas revoluções nos últimos anos. Primeiro, foram os cartões, tipo Bilhete Único usado em São Paulo, e que também estão disponíveis em boa parte das cidades do País.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Mais recentemente, chegou a tecnologia chamada EMV (Europay, Mastercard e Visa, padrão internacional que garante segurança nas transações eletrônicas), que permite o pagamento por aproximação diretamente nas catracas e validadores usando cartões bancários, celulares, smartwatches ou outros dispositivos com NFC, sem necessidade de comprar passagem antecipadamente ou utilizar apenas um cartão de transporte específico. Na prática, o EMV transforma o próprio cartão de débito, crédito ou celular do passageiro em um meio de acesso ao transporte.

Mas, quando se fala em tecnologia e disrupção, o céu é sempre o limite. De acordo com Bruno Berezin, CEO da Autopass, "daqui a cinco anos, o passageiro vai poder embarcar num ônibus ou metrô e pagar a sua tarifa sem contato algum". Ou seja, não será preciso ter à mão cartão de débito ou crédito, Bilhete Único ou outro cartão, celular com carteira digital ou smartwatch.

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Esse foi um dos temas debatidos no painel O Futuro da Mobilidade Urbana no Brasil, que também teve a participação de Vincen Molina, da Atman Systems, e mediação de Willian Rigon, da plataforma Connected Smart Cities, durante o São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, nesta sexta, 15.

Segundo Berezin, o futuro da mobilidade urbana será muito mais fácil e fluida. "Para o usuário, resultará numa jornada ininterrupta e mais rápida. Para o sistema trará mais transparência, rapidez e segurança", diz o CEO da Autopass.

'Conectividade embarcada será essencial'

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Para que isso aconteça conforme se espera, no entanto, é preciso investir em tecnologia. "Conectividade embarcada nos veículos será indispensável. Só assim o sistema poderá garantir a segurança necessária para todos os envolvidos no sitema", explica o executivo.

Nesse ponto, ele lembra que a participação do poder público é fundamental. "Às vezes, um projeto demora de dois a três anos para ser desenvolvido", diz. Portanto, acrescenta Berezin, é importante que haja convergência de ações com o poder publico para que a implementanção de novas soluções ganhem velocidade.

20% do mercado nacional

A Autopass, de acordo com Berenzin, é uma companhia 100% nacional. "Somos a quarta maior empresa de bilhetagem do mundo. No Brasil, temos 20% do mercado", diz.

De acordo com a empresa, ela está presente nas principais regiões metropolitanas do País (como nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro), com operação em mais de 50 municípios. "No total, são 17 aplicativos diferentes, como o TOP, na Grande São Paulo, e o Jaé, no Rio de Janeiro", diz o CEO da Autopass. "E para cada um temos que incorporar as particularidades oferecidas pelas respectivas gestões municipais, como as gratuidades, por exemplo."

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Ainda segundo dados da empresa, ela está presente em mais de 190 estações de trens e metrô e mais de 17 mil ônibus com validadores. Além de ter mais de operar 1.200 máquinas de autoatendimento (ATMs).

O São Paulo Innovation Week, realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, encerra sua programação no Pacaembu e na Faap nesta sexta-feira, 15, e segue para quatro Centros Educacionais Unificados (CEUs) ao longo do fim de semana. São eles: Heliópolis, Freguesia do Ó, Papa Francisco (Sapopemba) e Silvio Santos (Cidade Ademar).

Não é necessário fazer inscrição; o acesso será por ordem de chegada, sujeito à lotação dos espaços. A programação gratuita reúne nomes como Marcelo Gleiser, Maria Homem e Ivair Gontijo em debates e experiências imersivas.

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