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Pai de Juliana Marins lembra viagens em família e cita Belchior

FolhaPress 29/06/2025 07:58

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O pai de Juliana Marins, 26, a turista brasileira que morreu após cair de um penhasco no monte Rinjani, na Indonésia, falou neste sábado (28) sobre a paixão da família por viagens.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Sempre gostamos muito de viajar", escreveu Manoel Marins nas redes sociais. "Desde cedo, mesmo antes de as meninas nascerem, eu e Estela (mãe de Juliana) botávamos os pés na estrada".

Segundo ele, as viagens continuaram depois que as filhas nasceram, primeiro de carro e depois usando o avião como transporte.

A família visitou todas as capitais do nordeste e outras regiões turísticas brasileiras, como o Jalapão, no Tocantins, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, Bonito, no Mato Grosso do Sul, e Gramado, no Rio Grande do Sul.

"Procurávamos sempre os hotéis mais baratos, comíamos em fast foods, porque o importante esta estarmos juntos", escreveu.

A família --Manoel, Estela, Juliana e a irmã Mariana-- conheceu também a Europa.

SESC PICASSO

"Lembro das lágrimas de emoção da Juju ao visitar o castelo de São Jorge, em Lisboa. Da alegria quando fomos à catedral de Notre Dame e à praça de São Pedro. Sempre juntos, sempre unidos, sempre sorridentes".

Marins contou que os quatro fizeram turismo de aventura, cultural e histórico.

De acordo com o relato dele, a filha publicitária herdou dos pais a vontade de viver e experimentar, e "não apenas existir".

"Como dizia Belchior, viver é melhor do que sonhar. E viver intensamente é melhor ainda", citou.

Para ele, Juliana viveu mais do que muitas pessoas que têm o dobro ou triplo da idade que ela tinha quando morreu, 26 anos.

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"Ju, lembrarei sempre do teu sorriso, das tuas tiradas espirituosas, do teu carinho. E, como sempre te disse, continuo aqui para você", finalizou.

A Prefeitura de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, cidade natal de Juliana, arcou com os custos do traslado. O valor repassado à família, de R$ 55 mil, cobre todas as despesas da repatriação, segundo o município afirmou à Folha na manhã de sábado.

Ainda não há data para a chegada do corpo ao Brasil, onde será velado e enterrado.

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