O balanço atualizado da Operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, aponta 121 mortos e 113 prisões. Segundo o governo do Rio, quatro das vítimas eram policiais, e dez adolescentes foram encaminhados a unidades socioeducativas. A operação é considerada a mais letal da história do país.
O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que todas as mortes ocorreram durante confrontos e que as forças de segurança agiram dentro da legalidade. O governo estadual reforçou que o objetivo era desarticular quadrilhas ligadas ao tráfico e recuperar o controle de áreas dominadas por facções.
Governo federal reforça apoio e monitora crise
Após as críticas à condução da operação, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o governador Cláudio Castro anunciaram a criação de um escritório emergencial para coordenar ações integradas de segurança. O governo federal também determinou o envio de 50 novos agentes da Polícia Rodoviária Federal e aumento do efetivo de inteligência no estado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, em rede social, a necessidade de uma atuação coordenada que atinja “a espinha dorsal do tráfico” sem colocar civis e policiais em risco. Ele reiterou o compromisso com a PEC da Segurança Pública, que busca institucionalizar a cooperação entre as forças policiais do país.
A operação, que começou na manhã de terça-feira (28), deixou ainda dezenas de feridos e causou bloqueios em vias, suspensão de aulas e paralisação de serviços públicos. O Instituto Médico-Legal trabalha na identificação das vítimas, enquanto o Ministério Público do Rio acompanha os desdobramentos e possíveis excessos nas ações.