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Operação policial em dez comunidades prende 21 no Rio de Janeiro

FolhaPress 15/07/2024 17:04

RIO DE JANEIRO, RJ E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Vinte e uma pessoas foram presas nesta segunda-feira (15) durante ação das forças de segurança do Rio de Janeiro em dez comunidades de seis bairros da zona oeste. A operação visa enfraquecer o braço financeiro das facções e as disputas violentas entre grupos criminosos formados por traficantes e milicianos.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A ação policial é realizada ema Cidade de Deus, Gardênia Azul, Rio das Pedras, Morro do Banco, Fontela, Muzema, Tijuquinha, Sítio do Pai João, Terreirão e César Maia. Dessas, somente Rio das Pedras tem forte influência da milícia, sendo o berço delas no estado. As outras são dominadas por traficantes do Comando Vermelho.

A ação policial é chamada de Ordo, que significa ordem, e conta com o apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro e das concessionárias de energia, água e gás, além de operadoras de serviços de telecomunicações e Guarda Municipal.

O governador Cláudio Castro (PL) acompanhou a saída de tropas das polícias Civil e Militar, além de agentes do programa Segurança Presente e da Seap (Divisão de Recaptura e de Inteligência) para a ação.

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"A ideia seria combater a lavagem de dinheiro, combater o crime organizado e por isso chamamos as concessionárias para dentro da ação", disse Castro.

"Hoje já vimos o roubo de água, de energia, o de gás, se não aparecer até o fim do dia, hoje aparecerá durante a semana, notório, que a questão do gás é uma questão complicada, as telefonias também estão dentro conosco, sobretudo por causa do 'gatonet' e de também roubos e furtos de celulares", acrescentou.

Em entrevista coletiva no início da tarde, Castro afirmou que, dos 21 presos, 15 foram detidos em flagrante. Não há feridos.

O governador também disse que irá apurar possível vazamento de informações.

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" É óbvio que isso [vazamento], além de deixar a gente triste, irrita profundamente, porque são os servidores que deveriam estar do lado da lei e estão desvirtuados. Vamos achar e vamos punir severamente aquele que deveria estar do nosso lado e está perto para coletar informação", disse.

Castro disse que esta segunda-feira foi escolhida devido ao período de férias escolares e que ligou para o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), para relatar o plano devido à ADPF 635 (ADPF das Favelas), sobre restrições à realização de operações policiais nas comunidades.

A operação envolve 2.000 policiais, que vão atuar nas comunidades por tempo indeterminado. O objetivo, segundo o governo, é identificar, investigar e prender criminosos.

Também são empregados 300 veículos, 37 motocicletas e dois helicópteros apoiados por aparato tecnológico como drones com câmera de reconhecimento facial e de leitura de placas. Além disso, o Centro Integrado de Comando e Controle Móvel foi instalado ao lado da base do Barra Presente, na avenida Ayrton Senna.

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Nas primeiras horas da operação, os policiais, além das prisões, apreenderam um carro no qual havia três granadas, encontrado na Linha Amarela, após a fuga de criminosos. Também foram apreendidos uma arma 9 mm, 102 porções de maconha e dinheiro em espécie. Além disso, uma fábrica de gelo foi autuada por poluição do solo -com vazamento de óleo direto para rede de esgoto- na Cidade de Deus. O estabelecimento também realizava furto de água.

Também são cumpridos diversos mandados de busca e apreensão, bem como mandados de prisão em aberto.

Há um grande contingente policial nos principais eixos viários de Jacarepaguá, Barra da Tijuca, Recreio, Itanhangá, Vargem Grande e Vargem Pequena.

"Não vamos recuar até que cada cidadão possa viver sem medo. O estado do Rio tem dono e é a população fluminense", afirmou o governador.

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