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Operação mira cinco policiais civis e delegado suspeitos de corrupção, violência e ligação com PCC em São Paulo

FolhaPress 17/12/2024 08:42

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) fazem na manhã desta terça-feira (17) operação contra corrupção policial. A Folha apurou que ao menos cinco policiais civis são alvos da operação. Um delegado já foi preso pela operação.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Nesta terça, 130 policiais federais, com apoio da Corregedoria da Polícia Civil, cumprem oito mandados de prisão e 13 de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Bragança, Igaratá e Ubatuba. O grupo teria ligações com o PCC.

A Folha apurou que os investigadores suspeitam que o grupo possa ter ligações com o assassinato do delator do PCC, o empresário Antônio Vinícius Gritzbach, 38, mas essa hipótese ainda vai demandar mais apurações. Entre os alvos dos mandados de prisão estão policiais delatados por Gritzbach.

Foram presos o delegado Fábio Baena Martin e os investigadores Eduardo Lopes Monteiro e Rogério de Almeida Felício.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa deles.

SESC PICASSO

A Secretaria da Segurança Pública afirmou que "a Corregedoria da Polícia Civil acompanha uma operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público nesta terça-feira (17). Diligências estão em andamento e a Corregedoria colabora com o órgão federal e o MP".

Batizada e Tacitus, a operação busca desarticular organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.

A investigação, segundo a Promotoria, partiu de análise de provas que foram obtidas em diversas investigações policiais que envolveram movimentações financeiras, colaboração premiada e depoimentos.

CONTADOR - BONUS

"Tais elementos revelaram o modo complexo que os investigados se estruturaram para exigir propina e lavar dinheiro para suprir os interesses da organização criminosa", afirma a Promotoria.

Os investigados vão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e ocultação de capitais, cujas penas somadas podem alcançar 30 anos de reclusão.

O nome da operação vem do termo em latim que significa silencioso ou não dito. É uma alusão à forma de atuar da organização criminosa.

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