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Operação das polícias de SP e do RS contra golpe do falso leilão prende oito suspeitos

FolhaPress 09/09/2025 17:37

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma operação conjunta de policiais civis de São Paulo e do Rio Grande do Sul prendeu oito pessoas suspeitas de envolvimento com o golpe do falso leilão, com direito a clonagem de anúncios e o uso de links patrocinados para atrair vítimas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Segundo a Polícia Civil do RS, 8 dos 12 procurados em São Paulo e Itanhaém foram presos, e o restante é considerado foragido. A Justiça também autorizou a emissão de 16 mandados de busca e apreensão.

Ao todo, 80 policiais civis dos dois estados participam da ação. Em São Paulo, o apoio foi dado por agentes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas e do Deinter 6, departamento de interior que abrange Itanhaém.

Segundo a Polícia Civil do RS, a operação, chamada Lance Final, foi a conclusão de mais de um ano de investigações, que contaram com o apoio do Ciberlab, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

SESC PICASSO

A organização investigada atuava em diversas regiões do país. Somente na área de Canoas, segundo a Polícia Civil do RS, duas vítimas tiveram um prejuízo acumulado superior a R$ 100 mil. Em outro caso, uma vítima perdeu R$ 21,8 mil ao negociar um carro por meio de uma página que dizia ser associada a uma casa de leilões de Nova Santa Rita (RS).

O golpe começava na clonagem de anúncios reais, mas que eram disponibilizados em páginas falsas, administradas pela quadrilha. Os links eram impulsionados por meio de pagamento, para ampliar o alcance dos anúncios.

Após as vítimas fazerem contato com as páginas, que tinham referências a endereços casas de leilão reais, os suspeitos entravam em contato por meio de aplicativos de mensagens e seguiam com a negociação até o pagamento.

CONTADOR - BONUS

"A investigação constatou que, além de clonar anúncios, os criminosos usavam indevidamente a matrícula de um leiloeiro oficial, cujo registro já havia sido cancelado, reforçando o esquema de falsificação documental", disse, em comunicado, a Polícia Civil do RS.

Os agentes também recomendam que a população desconfie de ofertas que parecem muito boas e que verifique as credenciais de qualquer site ou empresa que faça leilões.

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