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No escuro há mais de 24 horas, comerciantes do Ceagesp calculam prejuízos

FolhaPress 11/12/2025 19:42

SÃO PAULO, SP (FOLHPRESS) - A Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), maior central de abastecimento de alimentos agrícolas do Brasil, está no escuro há mais de 24 horas. Sem refrigeração adequada, mercadorias apodrecem.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O endereço é um dos milhões afetados pelo desabastecimento na capital, provocado por fortes ventos que danificaram a rede elétrica. A Enel, concessionária responsável pela distribuição, não dá prazo para resolução do problema.

Segundo a empresa, "em algumas localidades, o restabelecimento é mais complexo, porque envolve a reconstrução completa da rede, com substituição de postes, transformadores e, por vezes, recondução de quilômetros de cabos."

Dos milhares de comerciantes da Ceagesp, alguns poucos conseguem driblar a situação com geradores próprios. A maioria só pode aguardar a normalização do sistema. Cada hora sem luz pode significar centenas de reais perdidos.

Segundo a assessoria do espaço, ainda não é possível quantificar os prejuízos, mas a apreensão dos vendedores ajuda a dimensionar os estragos. Em contato com a reportagem, alguns deles disseram já ter perdido um mês de produtos e temer que novos descartes aconteçam em breve.

SESC PICASSO

Um dia após a passagem do ciclone extratropical que atingiu o estado de São Paulo, a região metropolitana da capital paulista ainda convive nesta quinta-feira (11) com os estragos causados pelos vendavais que atingiram quase 100 km/h.

Além de centenas de milhares de pessoas que seguem sem luz, também há registros de falta de água em diversos bairros da cidade. Os aeroportos de Congonhas e de Guarulhos também enfrentam dificuldades, com centenas de voos atrasados ou adiados.

Mais de 1,2 milhão de clientes na Grande São Paulo seguem sem energia até o ínício da noite desta quinta --muitos já estão há mais de 24 horas nessa situação. No pico, na quarta (10), o apagão atingiu 2,2 milhões de imóveis. Outros 300 mil passaram a ter problemas de abastecimento nesta quinta.

CONTADOR - BONUS

As rajadas de vento que atingiram a região, de até 98 km/h, derrubaram árvores e lançaram galhos e outros objetos sobre a rede elétrica, causando a falta de energia.

A Enel afirma que trechos inteiros da rede foram danificados, o que impacta o fornecimento de energia. A empresa afirma ter mobilizado equipes desde o início dos registros de falta de luz e "desde ontem até as 5h de hoje [quinta], mais de 500 mil clientes afetados tiveram o fornecimento normalizado".

A concessionária ainda afirma ter disponibilizado geradores para atender casos mais críticos.

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