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Não há sobreviventes de queda de helicóptero, afirma PM

FolhaPress 12/01/2024 12:21

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Militar informou em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (12) que não há sobreviventes no helicóptero modelo Robinson R44 que desapareceu no dia 31 de dezembro quando partiu de São Paulo em direção a Ilhabela, no litoral norte.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Estavam a bordo o empresário Raphael Torres, 41, a vendedora de roupas Luciana Marley Rodzewics Santos, 46, a filha dela, Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, 20, e o piloto Cassiano Tete Teodoro.

"Todos os corpos foram encontrados dentro da aeronave. Todos estão mortos", disse o coronel Ronaldo B. de Oliveira, comandante da Aviação da PM.

Ele explicou que com informações mais precisa sobre a possível localização da aeronave passaram a fazer sobrevoos mais lentos e mais baixos.

"Os destroços foram avistados às 9h15, mas não tinha como descer. Precisava de materiais mais especializados. O helicóptero Águia 12 decolou de São Paulo com pessoal especializado e conseguiu acessar a aeronave", explicou o comandante.

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O helicóptero foi localizado nesta manhã em área de mata em Paraibuna, na Serra do Mar, pelo Águia 24 da Polícia Militar. A corporação abriu uma clareira na mata e desceu de rapel para conseguir acessar os destroços da aeronave.

Desde o primeiro dia do ano as buscas eram feitas com helicópteros e aviões da FAB (Força Aérea Brasileira), Polícia Militar e Polícia Civil. O trabalho ganhou reforço de equipes do Exército. A família do piloto e a empresa CBA Investimento, operadora da aeronave, também mantinha buscas em solo com cerca de 20 mateiros usando drones, binóculos e outros equipamentos.

Durante a viagem, o empresário chegou a avisar o filho por uma mensagem de áudio sobre as condições climáticas adversas na cidade litorânea e indicou que a aeronave faria uma mudança de rota para Ubatuba.

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Em mensagem para o namorado, Letícia também falou do mau tempo. "Pousamos" e "No meio do mato", escreveu a jovem. O namorado então teria perguntado o local do pouso, e Letícia respondeu não saber.

Por volta das 14h do domingo, a jovem enviou um vídeo que mostrava forte neblina ao redor da aeronave. "Tá perigoso. Muita neblina. Eu estou voltando".

Os tripulantes pararam de fazer contato após o pouso às margens de uma represa em Paraibuna, no Vale do Paraíba, que investigadores acreditam ter sido feito para esperar passar o mau tempo.

O celular de Luciana parou de emitir sinais às 22h14 do dia 1º de janeiro, dia seguinte ao desaparecimento.

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As autoridades investigam se os passageiros eram conduzidos por um serviço irregular de táxi aéreo. O piloto Cassiano Teodoro teve sua licença e todas as habilitações cassadas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em setembro de 2021 por transporte aéreo clandestino, fraudes em planos de voo e após ter escapado de uma fiscalização.

Ele obteve uma nova licença em outubro do ano passado, após ficar afastado pelo prazo máximo de dois anos, mas, segundo a agência de aviação, ainda não estava habilitado a realizar voos com passageiros.

Além disso, a empresa que operava o helicóptero tampouco tinha autorização para transporte aéreo de passageiros e, em 2022, o MPF (Ministério Público Federal) recomendou que várias empresas de aviação se abstivessem de alugar aeronaves às companhias de Teodoro, após identificar que ele atuava de forma clandestina.

A defesa de Teodoro afirma que houve uma punição indevida contra o piloto e que fiscais da Anac cometeram irregularidade durante uma fiscalização.

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