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Museu Nacional recebe doação de 1.104 fósseis de plantas, insetos e dinossauros

FolhaPress 07/05/2024 16:34

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Mais de mil fósseis, entre os quais de insetos e dinossauros, passaram a fazer parte do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio. Os itens, apresentados na manha desta terça-feira (7), são frutos de uma doação, uma das maiores já recebidas pela instituição, e todos têm como origem a bacia do Araripe.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ao todo, há 1.104 peças, entre plantas, insetos e dinossauros, que elevam em 20% o acervo de fósseis do museu . Um dos destaques é um crânio de Tupandactylus Imperator, extremamente preservado. Com ele, foi possível descobrir detalhes da mandíbula e da pele da cabeça do animal até então desconhecidos.

A coleção desembarcou no Rio em 2023 depois de dois anos de negociação. Os itens pertenciam a Burkhard Pohl, que, nas últimas décadas, comprou uma série de fósseis em feiras na Europa e nos Estados Unidos.

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"Logo após o incêndio, o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, me procurou solicitando ajuda para tentar reconstruir o acervo do museu. Ele queria um T. rex, que tem grande valor atrativo museológico. Não achamos o T. rex, ainda, mas achamos uma coleção que tem um enorme valor científico e histórico", conta Frances Rernolds, presidente do Instituto Inclusartriz, responsável financeira pelas buscas do acervo.

No incêndio, grande parte do acervo foi perdido de forma irrecuperável. E essa coleção apresentada nesta terça (7) não tem o objetivo de substituí-la. Os valores científicos são diferentes. Os estudos publicados sobre o acervo perdido estão servindo de base de comparação e somando às novas descobertas que essas peças estão trazendo.

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Durante a apresentação da coleção, Kellner não quis dar detalhes sobre os repasses e apoios públicos para a reconstrução da instituição, que vinha sofrendo com falta de verbas e manutenção desde antes do incêndio.

"Sabemos que a nossa perda teve um valor inestimável e é irrecuperável. Agora, vamos aprender com os nossos erros e garantir que o que estávamos construindo nos últimos anos possa ser exposto, estudado e catalogado com qualidade e segurança. Para essa doação acontecer, precisamos provar que estamos prontos para isso. Hoje, estamos realizando um desejo antigo de ter o nosso arquivo fora do museu. Em um prédio destinado para isso", disse Kellner.

Parte do acervo que o sobrou do museu ainda está sendo recuperado e documentado. Mas, uma parte importante havia sido escaneada por um microtomógrafo que fez uma leitura em 3D das peças. No entanto, não há estudos sobre isso para fins de exposição, ainda.

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REABERTURA DO MUSEU

A reabertura parcial do museu está marcada para o primeiro semestre de 2026, e cerca de 80% dessa coleção será exposta ao público. Apenas o primeiro bloco do prédio antigo estará pronto, os demais só têm previsão de reforma para 2028.

O projeto de reerguimento do museu prevê mais de 6.000 metros quadrados e 10 mil peças em exposição. Isso é o dobro do acervo aberto ao público na época do incêndio. No total a recuperação deve custar R$ 445 milhões. E, até agora, 60% da verba já foi captada, sendo R$ 144,8 milhões de recursos federais, R$ 20 milhões de repasses estaduais e R$ 100,5 milhões da iniciativa privada. Esses números devem ser atualizados numa audiência pública que deve acontecer em junho no Congresso Nacional, em Brasília.

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