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Mudanças vão melhorar a governança das câmeras da PM, diz Tarcísio

FolhaPress 23/05/2024 19:03

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta quinta-feira (23) que as novas funcionalidades das câmeras corporais dos policiais militares irão permitir "melhor governança" e maior controle das imagens captadas e das operações em campo.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Em edital para a compra de 12 mil novas câmeras corporais, publicado no Diário Oficial nesta quarta-feira (22), constam uma série de alterações sobre a forma como as imagens e sons são gravados pelos oficiais.

Hoje a corporação conta com pouco mais de 10 mil câmeras que gravam de forma ininterrupta, sem que o policial precise ligá-las.

Com as novas regras, caberá ao policial ligar a câmera para que a gravação tenha início. Além disso, uma central também poderá fazer o acionamento caso ela perceba que o agente na rua descumpriu o protocolo e não ligou o equipamento.

Questionado sobre a possibilidade de perda de controle com as novas regras, o governador negou e disse que as novas regras irão permitir a possibilidade de retroagir no tempo. "Por exemplo, ouve o estampido, o Copom pode acionar a câmera com o tempo retroativo", disse o citar o comando da Polícia Militar. "Tem um compromisso maior e você sai daquela situação de ir para uma operação e acabou a bateria, a câmera não filmou", continuou.

SESC PICASSO

O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que as novas funcionalidades irão entrar em vigor assim que as empresas interessadas em fornecer os equipamentos atendam ao edital para a aquisição de 3.125 câmeras em julho, e outras 7.000 em agosto.

"Nós estamos aumentando as medidas de compliance com possibilidade de visualização dos superiores imediatos de casos que aconteceram logo após a ocorrência", disse Derrite.

Segundo o secretário, as novas câmeras irão aumentar a capacidade de gravação de 12 para 14 horas, e também terão melhorias na bateria. "O superior imediato, ou até mesmo o Copom, de maneira remota, em qualquer local do estado, independente de onde o policial esteja, vai poder acionar e rever o ato no momento que ele quiser. Um review que ele pode ver como se fosse um vídeo do YouTube", disse Derrite.

CONTADOR - BONUS

As mudanças em relação às câmeras corporais foram criticadas por especialistas em segurança pública. "O edital altera radicalmente o bem-sucedido programa iniciado quatro anos atrás e coloca em risco, exatamente, o que fez do programa uma das experiências mais bem-sucedidas de compliance da atividade policial e com maior impacto no mundo todo", diz trecho de nota assinada por 18 entidades sociais, entre elas, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Instituto Sou da Paz, o Instituto Igarapé, entre outras.

"Ao extinguir a funcionalidade de gravação ininterrupta, a PMESP deixa a cargo dos próprios policiais a escolha sobre o acionamento das câmeras", continua a nota.

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