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MP denuncia líder religioso por estupro e violência contra 16 vítimas em SP

FolhaPress 29/01/2024 19:26

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Preso preventivamente desde 15 de janeiro, o líder religioso suspeito de estupro e outros crimes sexuais contra ao menos 16 vítimas foi denunciado pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo). Os casos aconteceram em Socorro, no interior de São Paulo.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Caso a denúncia seja aceita, suspeito pode responder por quatro crimes. O líder religioso -cuja identidade não foi divulgada- foi denunciado pelo MP por estupro, violência sexual mediante fraude, importunação sexual e exercício ilegal de medicina. Ao todo, 16 vítimas foram identificadas.

Homem abusava de mulheres durante 'tratamento' em um centro de umbanda. Segundo o MP, o suspeito se aproveitava de sua posição na entidade religiosa para oferecer supostos tratamentos mediúnicos feitos à base de massagens. Os crimes sexuais aconteceram durante esses procedimentos, entre 2017 e novembro de 2023.

Ele usava hipnose e se dizia 'curandeiro com poderes superiores'. "O homem se aproveitou da fragilidade física e emocional delas [vítimas] e, durante o tratamento terapêutico e de massoterapia realizado em sua casa, as induzia a tirar a roupa e cometia o abuso sexual", disse a Polícia Civil em 16 de janeiro, um dia após a prisão do suspeito.

SESC PICASSO

Uma das vítimas tinha 17 anos e foi abusada na presença da própria mãe. A polícia acredita que o suspeito tenha violentado sexualmente mulheres quando trabalhava como técnico de raio-x em um hospital. Além da adolescente de 17 anos, o denunciado também atacou uma paciente e uma estagiária, de acordo com as investigações.

O QUE DIZ O SUSPEITO

Como o caso está sob sigilo e, portanto, a identidade do líder religioso não foi divulgada, a reportagem não conseguiu contato com a defesa. O espaço segue aberto para manifestação.

EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 -Central de Atendimento à Mulher- e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

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