Mais de 12 mil pessoas ficaram feridas e cerca de 15 mil perderam suas casas; buscas continuam nas áreas atingidas
O número de mortos nos dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 2.645, de acordo com o balanço mais recente divulgado pelo Ministério da Informação do país. Mais de 12 mil pessoas ficaram feridas e aproximadamente 15 mil estão desabrigadas.
A atualização foi anunciada na sexta-feira (3), horas depois de a presidente interina, Delcy Rodríguez, informar um total de 2.595 vítimas. As autoridades afirmam que as operações de busca e resgate continuam nas regiões afetadas.
O governo venezuelano ainda não apresentou uma quantidade oficial de desaparecidos. Uma lista independente usada por familiares e equipes de busca reunia cerca de 38,5 mil nomes na noite de quinta-feira (2), depois de ter chegado a quase 60 mil nos primeiros dias após a tragédia.
Os terremotos ocorreram no dia 24 de junho. O primeiro tremor teve magnitude 7,2 e foi seguido, menos de um minuto depois, por outro de magnitude 7,5, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
La Guaira, estado localizado próximo à capital Caracas, está entre as áreas mais atingidas. Prédios residenciais, estabelecimentos comerciais e outras construções desabaram ou sofreram danos estruturais.
Equipes venezuelanas, voluntários e profissionais enviados por outros países continuam trabalhando na retirada de escombros e no atendimento às vítimas. A operação também enfrenta dificuldades provocadas pela dimensão da destruição e pela necessidade de máquinas pesadas em algumas localidades.
Delcy Rodríguez afirmou que recebeu contatos de dezenas de chefes de Estado e pediu o envio de mais equipes especializadas. Segundo ela, a prioridade permanece sendo encontrar sobreviventes e atender as famílias afetadas.
O Brasil participa da resposta humanitária com um hospital de campanha da Marinha instalado em La Guaira. A unidade conta com estrutura de terapia intensiva, centro cirúrgico, atendimento pediátrico, ortopedia, clínica-geral e distribuição de medicamentos. Até quinta-feira, cerca de 180 pessoas haviam sido atendidas no local.