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Morfina é encontrada em corpo de empresário morto no RJ

FolhaPress 06/06/2024 14:14

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou a presença de morfina e outras medicações no corpo do empresário Luiz Marcelo Ormond, 45, encontrado morto no apartamento em que morava sozinho, no Engenho Novo, zona norte do Rio de Janeiro.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O corpo, encontrado no dia 20 de maio, estava em avançado estágio de decomposição. A namorada de Ormond, a psicóloga Júlia Andrade Cathermol, 29, é suspeita de envenenar o empresário e se entregou à polícia na terça (4). Sua defesa afirma que ela irá colaborar com a Justiça.

O laudo indica a presença de clonazepam (medicamento ansiolítico), cafeína e morfina no estômago de Ormond.

A motivação do crime, segundo os investigadores, seria ganância. A namorada teria dopado o empresário após saber que não conseguiria uma união estável e, assim, retirar bens do apartamento.

A Polícia Civil recuperou alguns bens da vítima, como o carro, computador e celulares, mas investiga o paradeiro de duas armas que pertenciam a ele.

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"Devo me preocupar, ao longo da semana, com a localização dessas armas, que podem estar, ou não, na posse de Julia", afirmou o delegado Marcos Buss, titular da 25ª DP (Engenho Novo), a jornalistas na porta da delegacia na segunda (3).

Uma das possibilidades sob investigação é de que Suyany Breschak, que fazia trabalhos espirituais para Julia, tenha recebido as armas. A polícia suspeita de que Suyany e Julia tenham mantido um relacionamento amoroso. Ambas se conhecem há pelo menos 12 anos, de acordo com investigadores, que encontraram fotos delas em bares e festas.

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Ainda de acordo com os investigadores, outros casos similares estão sendo investigados. Há a desconfiança de que a intenção não seria matar o empresário, mas dopá-lo enquanto os bens eram roubados.

Suyany está presa preventivamente desde a semana passada por suspeita de homicídio. Para a polícia, ela teria arquitetado o plano com Julia.

A defesa de Suyany, representada pelo advogado Etevaldo Viana Tedeschi, afirmou que ela não teve participação no crime e disse não saber sobre o paradeiro das armas.

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