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Meta aciona Justiça contra grupos que usam deepfakes de famosos em anúncios falsos de saúde

Estadão Conteúdo 02/03/2026 12:11

A Meta, responsável por plataformas como WhatsApp, Instagram, Facebook e Threads, acionou a Justiça do Brasil e da China contra grupos que utilizam deepfakes para aplicar golpes.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Segundo a empresa, os acusados manipulam imagens e áudios de celebridades e criadores de conteúdo para induzir usuários a interagir com anúncios que direcionam para sites fraudulentos. Essas páginas, em geral, solicitam informações pessoais ou pagamentos.

No Brasil, as ações judiciais atingem indivíduos e empresas que usaram vozes alteradas de famosos para promover produtos fraudulentos de saúde e que venderam cursos ensinando as táticas do golpe.

Na China, a Meta entrou na Justiça contra uma empresa que teria usado anúncios de "clickbait" para atingir usuários nos Estados Unidos e no Japão e atraí-los para um grupo de investimento.

'Celeb-bait'

Muitas das propagandas falsas são relacionadas à saúde. Drauzio Varella, Renata Vasconcellos e Ana Maria Braga são algumas das personalidades cujas imagens são indevidamente usadas nesse tipo de prática, como mostrado em reportagem do Estadão. As imagens são utilizadas para passar credibilidade e vender falsos tratamentos, um método chamado pela Meta de "celeb-bait".

A empresa afirma que, para combater a tática, desenvolveu um programa de proteção voltado a celebridades cujas imagens são frequentemente exploradas nesse tipo de golpe. De acordo com a Meta, a tecnologia já protege fotos de mais de 500 mil figuras públicas em todo o mundo.

SESC PICASSO

'Cloaking'

Além de ações no Brasil e na China, a Meta também acionou a Justiça no Vietnã contra grupos que fraudavam assinaturas e utilizavam a técnica conhecida como "cloaking". A prática prejudica os sistemas de revisão de anúncios ao ocultar a verdadeira natureza do site vinculado à publicidade. Nesses casos, a página associada a um anúncio aparentemente legítimo exibe uma versão para o sistema de checagem, mas apresenta conteúdo diferente aos usuários.

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Uma das empresas processadas no país veiculava anúncios fraudulentos que ofereciam produtos de marcas conhecidas com grandes descontos em troca do preenchimento de uma pesquisa. As vítimas eram redirecionadas a sites que solicitavam dados de cartão de crédito para a compra de itens que nunca eram entregues. Além disso, os cartões eram submetidos a cobranças recorrentes não autorizadas, prática conhecida como fraude de assinatura.

Contra esses casos, a Meta afirma que bloqueou e removeu os anúncios assim que foram detectados. A empresa também passou a utilizar ferramentas com inteligência artificial para aprimorar a identificação de peças que redirecionam usuários a sites prejudiciais. Segundo a companhia, os recursos permitem rejeitar anúncios com mais rapidez e agir de forma mais ágil após denúncias de usuários.

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