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Menos de 14% dos voos programados para Porto Alegre foram realocados

FolhaPress 15/06/2024 10:04

PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - Cerca de 86% dos voos previstos para o aeroporto internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, ainda não foram realocados para outros terminais.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Um estudo encomendado pela Setur (Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul) aponta que de 20 de maio a 30 de junho 73.042 assentos em voos foram remanejados para os cinco principais aeroportos mais próximos da capital gaúcha.

Esse valor representa 13,91% do total de 524,701 assentos de voos suspensos no período por causa do fechamento do Salgado Filho. O Levantamento usa como base a quantidade de voos no local em 22 de abril, onze dias antes da paralisação das atividades.

O terminal foi alagado pela enchente do lago Guaíba, com um acúmulo de 65 centímetros de água no pavimento térreo e submersão da pista. A expectativa de reabertura é para dezembro deste ano, no melhor dos cenários.

O aeroporto de Caxias do Sul, na serra gaúcha, recebeu 7.956 dos passageiros realocados, um aumento de 32% na operação. No aeroporto de Passo Fundo, no norte do estado, o aumento foi de 24%, com 3.960 novos assentos.

No terminal de Jaguaruna (SC), houve um aumento de 20% com 1,866 assentos a mais. Em Florianópolis, a alta foi de 13%, com 33.684 novos lugares.

O terminal improvisado na base aérea de Canoas, que deve funcionar enquanto o Salgado Filho não reabre, recebeu 25.576 realocações de assentos. Os dados foram levantados pela ForwardKeys, empresa de análise de dados de viagens.

SESC PICASSO

Segundo o secretário de turismo em exercício, Luiz Fernando Rodriguez Júnior, a falta de condições de realocar estes assentos em outros aeroportos "está nos trazendo graves prejuízos ao setor de turismo e de eventos do estado".

Ele pediu colaboração entre os municípios, estado, União e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) "para que, em conjunto com a concessionária, se utilizem todas as alternativas possíveis, financeiras, administrativas, de logística, de engenharia, técnicas, para acelerar esse processo".

CONTADOR - BONUS

"A conectividade aérea é o que legitima a união indissolúvel dos estados da República Federativa do Brasil", disse Rodriguez. "Enquanto essa conectividade não for restaurada, o Rio Grande do Sul permanece dissociado do todo, com impacto direto nos negócios, na recepção aos turistas e, obviamente, na geração de emprego e renda de tantas famílias gaúchas"

Segundo estimativa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o turismo gaúcho teve um prejuízo de R$ 1,33 bilhão em maio, uma queda de quase 56,5% na receita mensal prevista.

Apesar da retomada parcial dos voos ao estado, a proximidade da alta temporada de inverno pode aumentar o prejuízo em cidades como Gramado, Canela e São Francisco de Paula.

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