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Mendonça amplia prazo para União entregar plano de preservação da Amazônia

FolhaPress 03/09/2024 14:32

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), ampliou o prazo para a União apresentar um plano contra os desmatamentos na Amazônia. Em março, a corte deu 90 dias para a elaboração da proposta. Relator também quer criação de um site para a divulgação das medidas a serem tomadas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Apesar de a decisão ter sido dada nesta segunda-feira (2), segundo o despacho, o novo prazo passa a contar a partir do encerramento do anterior, no dia 29. Assim, o plano deve ser entregue na próxima segunda (9).

O pedido por mais tempo foi feito pela AGU (Advocacia-Geral da União). O órgão afirmou que falta ainda a submissão dos documentos produzidos à validação orçamentária do Executivo Federal, para conseguir garantir a efetividade das propostas desenhadas.

Mendonça concedeu o prazo e determinou, ainda, que a União indique o site por meio do qual divulgará as informações sobre o programa criado, incluindo relatórios objetivos e transparentes e em linguagem de fácil compreensão.

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Por fim, também exige um relatório comparativo entre as medidas existentes anteriormente e as pensadas a partir da decisão. "Sem o conhecimento seguro de todo o leque de atuação que já se encontrava em curso não se poderá cotejar adequadamente o que já está sendo feito e o que passará a ser feito", disse.

"Os órgãos e entidades competentes empenharam-se na construção de Plano finalístico alinhado a requisitos contidos na decisão, abordando pontos como cronogramas, metas, objetivos, prazos, projeção de resultados com datas e indicadores esperados, incluídos os de monitoramento e outras informações necessárias", disse ao STF.

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Mendonça diz "compreender inadequada a justificativa apontada", mas acolhe o pedido por entender que será preciso avaliar de forma integrada os planos elaborados por autarquias e órgãos específicos.

"Entendo que a análise acerca da adequação orçamentária das medidas a serem adotadas em função dos planos somente poderá ser efetivamente avaliada após a chancela, por esta Suprema Corte, quanto à sua pertinência e suficiência, através da homologação das propostas de atuação apresentadas", afirmou.

Em março, o STF foi unânime em referendar a posição de Mendonça sobre o tema. A decisão foi tomada durante o julgamento de três ações da chamada pauta ambiental do Supremo, vista como uma reação ao que especialistas apontam como um desmonte de políticas públicas na gestão Jair Bolsonaro (PL).

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Na ocasião, os ministros também determinaram que o programa deverá ter monitoramento, georreferenciamento, metas e estatísticas. O colegiado também concordou com a adoção de providências sobre o tema, como a elaboração de um projeto de recuperação da capacidade operacional do Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais.

André Mendonça ainda ressaltou a situação atual da região e demonstrou preocupação com a seca e as queimadas. Em números absolutos, o aumento é de 50 mil casos em comparação ao mesmo período do ano passado.

"É preciso reconhecer que a situação recrudesceu ainda mais nos dias recentes, se tendo notícia, por veículos oficiais, de que as queimadas no Brasil cresceram 80% este ano, tendo sido detectados mais de 112 mil focos de incêndios de janeiro até esse mês", disse.

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