Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 11h51m
Vitória News — Um jornal de verdade
Geral

Médico é investigado por suspeita de usar óculos com câmera em exame ginecológico de paciente

Estadão Conteúdo 17/07/2026 15:35

Um ginecologista é investigado pela Polícia Civil da Bahia após uma paciente denunciar que ele usava óculos com uma câmera integrada durante um exame ginecológico em Salvador.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Hosaná Pereira de Santana foi preso pela Polícia Militar em 10 de julho, mas foi solto no domingo, 12, após passar por audiência de custódia. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça da Bahia. O processo tramita em segredo de Justiça.

Em nota, o filho de Santana, Hosanah Filho, afirmou que o pai "foi alvo de acusações infundadas" e "jamais cometeu qualquer ato ilícito". Ele também disse que nenhuma gravação foi encontrada com o médico (leia mais abaixo).

Santana foi preso após uma paciente relatar que ele usava óculos com uma câmera integrada durante a realização de um exame ginecológico em uma clínica particular na Rua Laura Costa, na Vila Laura.

SESC PICASSO

O caso foi registrado na Casa da Mulher Brasileira. Questionada pelo Estadão sobre o andamento da investigação, a Polícia Civil da Bahia não respondeu até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou que tomou conhecimento do caso pela imprensa e que sua Corregedoria instaurou uma sindicância para apurar os fatos.

O filho de Santana afirmou que o pai usava óculos da Meta. Segundo a fabricante, o dispositivo tem uma câmera capaz de tirar fotos e gravar vídeos em alta definição e comandos de voz com inteligência artificial.

Hosanah Filho disse que o acessório é usado diariamente pelo pai por ter lentes de grau e que a câmera só pode ser ativada manualmente. Ele acrescentou que ela não é escondida e que, quando acionada, emite uma luz "clara e visível". "Esse sinal luminoso nunca foi emitido durante suas consultas, pois, como confirmado pela Justiça, não existe nenhuma gravação", afirmou.

CONTADOR - BONUS

Inicialmente, a PM informou à imprensa local que Santana teria confessado o crime aos policiais. Hosanah, no entanto, negou que isso tenha ocorrido. "Desde o primeiro momento, meu pai colaborou integralmente com as autoridades, entregando seus dispositivos eletrônicos e senhas, demonstrando total transparência. Ainda assim, foram atribuídas a ele uma suposta confissão que JAMAIS EXISTIU, criando uma narrativa falsa e muito danosa", afirmou.

Segundo o filho, a prisão em flagrante "foi reconhecida como ilegal por absoluta ausência de provas". "A suposta gravação nunca existiu", acrescentou. "Seguimos empenhados em esclarecer a verdade e responsabilizar aqueles que contribuíram para este circo midiático."

Anuncio - Raimundo - Bonus

Em nota, a PM afirmou que as informações encaminhadas à imprensa decorrem dos elementos preliminares colhidos no âmbito do atendimento da ocorrência policial, com base nas circunstâncias verificadas pelas equipes no momento da intervenção.

"Esses elementos têm caráter estritamente preliminar e destinam-se à produção do relatório inicial dos fatos observados durante a atuação policial, não se confundindo com os elementos de prova produzidos no curso da investigação criminal", afirmou a corporação.

"Dessa forma, eventuais esclarecimentos acerca de fatos apurados posteriormente, bem como de elementos produzidos no curso da investigação, inserem-se no âmbito de competência da Polícia Civil, responsável pela apuração e elucidação da ocorrência", acrescentou.

Compartilhe esta notícia

Notícias Relacionadas