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Marcha para Jesus teve orações por emprego, saúde mental e vítimas das cheias no RS

FolhaPress 30/05/2024 17:43

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - De cima do trio elétrico que abriu a 32ª Marcha para Jesus, no centro de São Paulo, a bispa Sônia Hernandes pregou contra a depressão, a síndrome do pânico e o burnout. "Que não entre na casa de vocês", bradou a religiosa enquanto o público recebia as bênçãos com as mãos erguidas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ao longo da avenida Tiradentes, no trajeto entre a estação de mesmo nome e a praça Campo de Bagatelle, pastores ainda oraram por mais emprego e prosperidade para as empresas em São Paulo. As vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul também foram citadas com frequência nos louvores, e pontos de arrecadação de doações foram montados ao longo do trajeto.

"Que essa tragédia passe, e o Senhor mude a natureza prejudicada pelo homem. Que o Senhor console as famílias e que, verdadeiramente, o país se torne habitável", disse o apóstolo Hernandes diante da plateia de joelhos na abertura da Marcha.

O apelo à população gaúcha também foi aposta de ambulantes, que estenderam bandeiras do Rio Grande do Sul à venda por R$ 50. Os itens mais procurados, porém, foram as bandeiras de Israel e outra que traz a figura de um leão na bandeira do Brasil —uma versão gigante da bandeira de Israel foi erguida por centenas de pessoas em frente ao trio elétrico principal, e fiéis também caminhavam com o item amarrado no pescoço.

SESC PICASSO

"Achei que ia ter saída [bandeira do RS], mas não teve muita", disse a gaúcha Helena Reis, que partiu de Porto Alegre para vender itens como camisetas e faixas de cabeça na Marcha.

Ela conta que trabalha vendendo camisetas e bandeiras em jogos de futebol em Porto Alegre e veio para São Paulo diante da calamidade na capital gaúcha. "Lá não tem como vender, então estamos subindo", acrescentou.

O casal de comerciantes gaúchos Alexandro Souza, 44, e Júlia Maria Duarte, 53, comprou a bandeira do estado e completou o trajeto com o item amarrado nas costas. "A rua onde eu nasci desapareceu debaixo d’água", disse Alexandro, que mora há dez anos em São Paulo.

CONTADOR - BONUS

"Minha irmã perdeu tudo no Sarandi", acrescentou Júlia sobre o bairro na zona norte de Porto Alegre bastante afetado pelas inundações.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), candidato à reeleição, também fez menção à tragédia ao discursar para a multidão. Ele percorreu todo o trajeto em cima de um trio elétrico, onde também estava o casal Hernandes.

"Ela só voltou para participar da marcha", disse o prefeito ao se referir à mulher, Regina Carnovale Nunes, que esteve no Rio Grande do Sul para ajudar as vítimas.

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