Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 13h28m
Vitória News — Um jornal de verdade
Geral

Marcha do Dia da Mulher na Paulista lembra caso Vitória e pede fim da violência

FolhaPress 08/03/2025 17:09

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Movimentos sociais ligados à esquerda realizam, na tarde deste sábado (8), um ato pelo Dia Internacional da Mulher na avenida Paulista, em São Paulo. A concentração em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo) teve início às 14 horas, com representantes de entidades, partidos e sociedade.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O mote deste ano é "Pela vida das Mulheres! Por democracia! Contra a fome, pela legalização do aborto, salário digno, fim da escala 6x1 e o fim da violência policial! Contra o fascismo e o racismo!".

A avenida já está ocupada por manifestantes, que planejam seguir em caminhada por uma faixa em direção à praça Oswaldo Cruz, no Paraíso, zona sul da cidade.

As reivindicações das mulheres envolvem combate ao racismo, ampliação da licença-maternidade para seis meses, igualdade de salário e legalização do aborto e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre outras.

"É para a gente pensar as questões de violência, o que temos enfrentado em relação à violência sexual e o direito ao aborto legal, mas trazendo as pautas da mulher trabalhadora. Acumulamos mais trabalho do que os homens se pensar no trabalho doméstico e na jornada de trabalho. Por isso, apoiamos o fim da escala 6x1, para também termos tempo de lazer", afirma Luka Franca, da organização do ato pelo MNU (Movimento Negro Unificado).

SESC PICASSO

Para Luka, as demandas mais urgentes são a legalização do aborto no Brasil para a garantia dos serviços e o fim da escala 6x1, ou seja, a adoção de uma jornada de 36 horas semanais, dividida em quatro dias. A proposta é tema de uma PEC apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e ganhou impulso nas redes sociais.

Manifestantes também lembram o caso da adolescente Vitória Regina de Sousa , 17, cujo corpo foi encontrado em Cajamar (Grande São Paulo) na última quarta-feira (5) após uma semana de buscas. Ela desapareceu após sair do trabalho, em um shopping da cidade, por volta das 23h do dia 26 de fevereiro. A polícia investiga o caso, e ninguém foi preso até o momento.

CONTADOR - BONUS

Com a maquete de um cemitério na cabeça e a foto da jovem Vitória, Sheila Cristiane Santos Nobre, 49, protesta contra a violência contra a mulher e o aumento do número de feminicídios no estado de São Paulo. "O caso da Vitória me arrepia. Eu tenho filha. A gente se comove como mãe e como mulher. Não queria estar no lugar da mãe dela agora", diz a moradora do Parque Residencial Cocaia, na região do Grajaú, zona sul.

Lilian Borges da Silva, 42, do Butantã, zona oeste, levou para a marcha seu protesto contra os redpills. Segundo ela, são pessoas que ganham dinheiro na Internet para falar mal das mulheres e passar mensagens misóginas.

"Eles têm 7.812 canais de misoginia, todos monetizados, quatro bilhões de visualizações. Os discursos de ódio também se devem a esses canais. Enquanto eles faturam, as mulheres perdem a vida, e isso não é aceitável."

Compartilhe esta notícia
Anuncio - Raimundo - Bonus

Notícias Relacionadas