Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 09h11m
Vitória News — Um jornal de verdade
Geral

Mãe e padrasto são presos em SP sob suspeita de matar menina de 5 anos e enterrar corpo em quintal

FolhaPress 15/10/2025 17:27

ITAPETININGA, SP (FOLHAPRESS) - A mãe e o padrasto de uma menina de cinco anos foram presos em Itapetininga, no interior de São Paulo, na noite desta terça-feira (14), após, segundo a Polícia Civil, confessarem que mataram a criança e enterraram o corpo no quintal da casa onde moravam havia pouco tempo.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O caso veio à tona depois que a família paterna acionou as autoridades, relatando o desaparecimento de Maria Clara Aguirre Lisboa há cerca de três meses.

Segundo a polícia, no dia da prisão, Luiza Aguirre Barbosa da Silva e Rodrigo Ribeiro Machado não tinham advogado constituído. Nesta quarta, eles estavam acompanhados por um defensor público na audiência de custódia.

A Polícia Civil foi informada pelo Conselho Tutelar, que recebeu a denúncia da família do pai da criança sobre a perda de contato tanto com a menina quanto com a mãe dela.

Há cinco dias, a tia paterna publicou nas redes sociais um apelo, relatando o desaparecimento e pedindo ajuda para localizar a sobrinha.

Nesta terça, os policiais localizaram o casal em uma residência no Jardim São Camilo, em Itapetininga.

Eles foram levados à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade, onde prestaram depoimento e confessaram o crime. Em seguida, indicaram o local onde enterraram e concretaram o corpo.

Durante as buscas, os agentes encontraram uma cova rasa. Segundo as primeiras informações da perícia, o corpo estava enterrado havia cerca de 20 dias.

SESC PICASSO

Em depoimento, segundo a polícia, o casal afirmou que não tinha a intenção de matar a menina, mas de aplicar um castigo.

De acordo com a Polícia Civil, o padrasto havia deixado a prisão há cerca de um mês. Ele cumpriu pena por violência doméstica contra a companheira, mãe da menina, com quem reatou dias após ser solto.

Segundo o delegado Franco Augusto Costa Ferreira, responsável pelo caso, ainda não é possível determinar com certeza a causa da morte, por causa do estado avançado de decomposição do corpo.

Um alicate foi encontrado próximo de onde a menina estava enterrada. A ferramenta é mencionada como possível arma do crime no boletim de ocorrência.

CONTADOR - BONUS

"Nós acreditamos que tinha sido por conta de um traumatismo. Apreendemos uma ferramenta com manchas de sangue no local, possivelmente usado para agredir a vítima, mas nós só vamos saber depois que sair o laudo do exame necroscópico", disse Ferreira.

Ainda segundo o delegado, no depoimento, eles deram a entender que a menina "já não era mais bem-vinda para o casal".

"Eles negam a intenção de matar, dizem ter se excedido nas agressões e que a morte foi uma consequência, mas nós não acreditamos nisso. Acreditamos que eles deliberadamente, em conjunto, cada um da sua maneira, agrediram a criança. A partir do momento que essa criança veio a falecer, eles ocultaram o corpo."

Compartilhe esta notícia
Anuncio - Raimundo - Bonus

Notícias Relacionadas