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Laboratórios e farmácias em SP têm vacina contra a dengue indisponível ou limitada à segunda dose

FolhaPress 26/11/2024 09:53

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após a vacina contra a dengue voltar a ser aplicada em laboratórios e farmácias, em julho, a rede privada de São Paulo continua com estoque limitado da Qdenga, que está indisponível ou restrita à segunda dose em diversos estabelecimentos.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), a vacina está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Já em clínicas e farmácias particulares, o imunizante fabricado pelo laboratório Takeda é oferecido a pessoas entre 4 e 60 anos, conforme aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A Qdenga é administrada em duas doses, com 90 dias de intervalo entre elas, e não é necessário apresentar pedido médico para tomá-la. A aplicação não é recomendada para grávidas, lactantes, imunodeprimidos, pessoas com febre ou doença aguda e alérgicos às substâncias da vacina. O preço médio da vacina é de R$ 460 por dose.

As principais redes de laboratórios médicos no estado de São Paulo possuem estoques reduzidos. O Alta Diagnósticos, por exemplo, está aplicando somente a segunda dose, assim como a clínica de imunização do Hospital Israelita Albert Einstein, que relatou aumento na procura pela vacina nas últimas semanas.

SESC PICASSO

Outros laboratórios, como Fleury e Lavoisier, possuem a vacina disponível, mas não em todas as unidades. O Delboni oferece o imunizante apenas nas regiões oeste e norte da cidade.

Em outros locais, como A+, Hermes Pardini e Salomão Zoppi, a Qdenga está fora de estoque.

Nas drogarias da cidade, a situação é semelhante. O grupo RD Saúde, responsável pela Drogasil e pela Raia, afirmou que "há estoque para garantir a segunda dose da vacina para todos que tomaram a primeira. Para a primeira dose, há poucas vacinas disponíveis". O grupo também declarou que o aumento do estoque depende do envio pelo laboratório fabricante.

A Takeda já havia informado que a prioridade de abastecimento da vacina seria para o setor público, para que o Ministério da Saúde pudesse distribuir aos estados, em meio à epidemia da doença no Brasil.

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"A Takeda atualmente mantém um estoque de segurança para atender à demanda da população não elegível à vacina pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de garantir a segunda dose para quem já iniciou a imunização na rede particular", informou o laboratório em nota.

"No entanto, o número de doses disponibilizadas ao setor privado permanece limitado, devido à prioridade dada ao atendimento do SUS."

A gestão das doses disponíveis no sistema privado, o laboratório reforçou, é de responsabilidade das clínicas e farmácias e que assegura o fornecimento necessário para completar o esquema vacinal.

A Takeda também informou que garantiu a entrega de 6,6 milhões de doses ao Ministério da Saúde neste ano e já assumiu o compromisso de fornecer mais 9 milhões de doses para 2025. "As remessas são realizadas em etapas, seguindo o cronograma estabelecido, e a distribuição para estados e municípios é responsabilidade do Ministério da Saúde", afirmou em nota.

A pasta informou que mais de 5,6 milhões de doses foram enviadas aos estados, com 2,7 milhões já aplicadas, segundo registros da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

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No início de novembro, a cidade de São Paulo recebeu um novo lote de vacinas contra a dengue, e a aplicação da primeira dose da Qdenga foi retomada nas UBSs para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Desde o início da campanha, em abril, 186 mil jovens dessa faixa etária receberam a primeira dose. Atualmente, 79.357 jovens que receberam a D1 estão aptos a receber a D2.

A vacinação, no entanto, não é a principal estratégia do Ministério da Saúde contra a dengue, que, segundo especialistas, deve aumentar nos próximos meses. "A maneira mais eficaz de controlar a doença é por meio da eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, sendo essencial o engajamento da população", informou a pasta.

Com esse propósito, foi lançada a campanha "Tem 10 Minutinhos? A Hora de Prevenir é Agora", que orienta os moradores sobre como eliminar focos do mosquito em suas residências —cerca de 75% dos criadouros estão nos domicílios.

Até a terça-feira passada (19), o Brasil havia registrado 6.571.802 casos prováveis de dengue e 5.840 mortes, segundo o Painel de Monitoramento do Governo Federal. Em São Paulo, foram contabilizados 2.144.358 casos prováveis e 1.920 óbitos.

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