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Justiça veta depoimento de filha de Samara Felippo que teria sofrido racismo em colégio

FolhaPress 12/06/2024 16:48

ARACAJU, SE (FOLHAPRESS) - A 2ª Vara da Infância e da Juventude do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) determinou nesta quarta-feira (12) que a filha da atriz Samara Felippo, que teria sofrido racismo de colegas no colégio Vera Cruz, em abril, não preste depoimento sobre o caso.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A Folha de S.Paulo teve acesso à decisão. A jovem, de 14 anos, falaria para atender um pedido dos advogados de sua mãe, que queria que a Justiça ouvisse sua versão dos fatos antes de prosseguir o processo que investiga a conduta de suas colegas de escola.

Na decisão, publicada no Diário Oficial da União, a 2ª Vara determinou que a jovem participe da audiência na condição de ouvinte, sem se manifestar sobre o ocorrido. A 2ª Vara também negou que a família tenha acesso aos autos do processo.

Para os advogados Hédio Silva Jr., Thaís Cremasco, Anivaldo dos Anjos e Isabela Dario, que defendem Samara Felippo e sua filha, dizem que a decisão pode configurar um abuso de autoridade.

SESC PICASSO

"É no mínimo assustador constatar que um juiz da infância não queira ouvir uma adolescente vítima de violência. Basta ler a Constituição, tratados internacionais, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e várias outras leis federais para saber que o juiz é obrigado a ouvir a menor, quer isso lhe agrade ou não", afirma o Hédio Silva Jr.

Segundo os advogados, as menores acusadas já confessaram para diretores do colégio Vera Cruz que cometeram o ato. Os pais das menores também admitiram o ato e pediram desculpas para Samara e sua família. A defesa diz também que estas falas não tem sido levada em consideração no processo.

CONTADOR - BONUS

Os advogados de Samara Felippo dizem que vão ainda nesta quarta (12) entrar com medidas para pedir o afastamento do juiz do processo e irão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a família tenha acesso ao processo, e a menor, ouvida.

Procuradas pela Folha de S.Paulo, a 2ª Vara da Infância e Juventude e o colégio Vera Cruz não responderam sobre o caso até a última atualização desta reportagem.

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