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Justiça marca audiências e suspende sigilo no caso de empresário acusado de matar gari

FolhaPress 06/11/2025 09:44

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, marcou para os dias 25 e 26 deste mês as audiências de instrução e julgamento do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, em agosto deste ano, na capital mineira.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

No dia 25 serão ouvidos os depoimentos de testemunhas de acusação. No dia seguinte será a vez dos depoimentos dos depoimentos de defesa e do interrogatório do empresário.

Na mesma decisão, a juíza negou o pedido da defesa para que fosse anulada a confissão do acusado, sob o argumento de que ela ocorreu em uma delegacia sem a presença de advogado.

"Em fase inquisitorial, a formalidade de defesa técnica não se impõe como condição de validade dos atos", afirmou a juíza. "Além disso, não se vislumbra qualquer vício de consentimento apto a comprometer a livre manifestação de vontade do acusado: a defesa não apresentou prova concreta que demonstre coação, constrangimento ou qualquer outro elemento que tenha anulado ou fragilizado o valor confessório extrajudicial."

Além disso, foi retirado o sigilo do processo, que havia sido determinado em outubro, por risco de vazamento de informações protegidas.

SESC PICASSO

O empresário é acusado de homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, com recurso que dificultou a defesa da vítima e perigo comum), porte ilegal de arma de fogo, ameaça (contra a motorista do caminhão) e fraude processual (por tentar trocar a arma do crime).

Segundo a denúncia do Ministério Público, ele atirou no gari com uma pistola semiautomática Glock, calibre .38, no cruzamento das ruas Modestino de Souza e Jequitibá, no bairro Vista Alegre, região oeste de Belo Horizonte.

Nogueira estava a caminho do trabalho, em Betim, e teria ficado irritado com a o trânsito parado no local devido à passagem de um caminhão de lixo.

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A denúncia afirma que, apesar de os garis terem informada que era possível passar com o carro, o empresário apontou a arma em direção à motorista do caminhão e, em seguida, fez um disparo que atingiu a região abdominal do gari Laudemir.

A vítima chegou a ser socorrida, mas não sobreviveu. O empresário foi localizado e preso horas depois do crime, em uma academia.

Segundo o Ministério Público, o denunciado chegou a pedir à mulher, a delegada Ana Paula Balbino, da Polícia Civil de Minas Gerais, que entregasse outra arma à perícia, para induzir a erro. A arma que ele usava era da delegada.

Em depoimento à polícia, Nogueira afirmou que não imaginou ter acertado alguém após disparar a arma.

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